sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Histeria Coletiva – Dance até a morte !

A histeria coletiva é uma psicopatia cujos sintomas se baseiam em alterações de comportamento caracterizadas por falta de controle sobre atos e emoções, ansiedade, sentido mórbido de autoconsciência, exagero do efeito de impressões sensoriais, e por simulação de diversas doenças. Um dos casos mais conhecidos onde é levantada a hipótese de histeria coletiva ocorreu em uma cidade francesa no ano de 1518 e ficou conhecida como Epidemia da dança.

Você já ouviu alguma história sobre essa epidemia? Bom, se você ainda não a conhece garanto que vai valer a pena ler porque essa é uma daquelas histórias difíceis de acreditar.

Em julho de 1518, a cidade francesa de Estrasburgo, na Alsácia viveu um carnaval nada feliz. Uma mulher, Frau Troffea, começou a dançar em uma viela e só parou seis dias depois, quando seu exemplo já era seguido por mais de 30 pessoas. Quando a febre da dança completava um mês, havia algo em torno de 400 alsacianos rodopiando e pulando sem parar debaixo do Sol de verão do Hemisfério Norte. Lá para setembro, a maioria havia morrido de ataque cardíaco, derrame cerebral, exaustão ou pura e simplesmente por causa do calor. Reza a lenda que se tratava de um bloco carnavaleso involuntário: na realidade ninguém queria dançar, mas ninguém conseguia parar.

Muito estranho, não é? Para provar que a epidemia de dança compulsiva não foi uma lenda, o historiador John Waller lançou, 490 anos depois, um livro de 276 páginas sobre o frenesi mortal: “A Time to Dance, A Time to Die: The Extraordinary Story of the Dancing Plague of 1518”. Segundo o autor, registros históricos documentam as mortes pela fúria dançante: anotações de médicos, sermões, crônicas locais e atas do conselho de Estrasburgo.

Uma das explicações para essa Histeria Coletiva foram os altos níveis de stress (doenças como sífilis, varíola e hanseníase, fome devido a perda de colheitas e mendicância generalizada) que aquela população sofria. A mesma situação chegou a gerar outras crises coletivas de dança na Europa nessa época, e a última reportada foi em 1840.

Como se toda essa história não fosse suficientemente inacreditável um especialista, Eugene Backman, que escreveu em 1952 o livro “Religious Dances in the Christian Church and in Popular Medicine” tem uma outra teoria para explicar o que ocorreu. Sua teoria é que os alsacianos ingeriram um tipo de fungo (Ergot fungi), um mofo que cresce nos talos úmidos de centeio, e ficaram doidões. (Tartarato de ergotamina é componente do ácido lisérgico, o LSD.). Ou seja foram os franceses que inventaram a rave.

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