segunda-feira, 25 de abril de 2011

TARAS SEXUAIS VIOLENTAS!

Tara é um termo arcaico aplicado às práticas sexuais que se desviam do conceito de "normalidade". Contudo, a contemporaneidade sexológica preferiu adotar o termo parafilia para evitar conotações preconceituosas.

Ora, quando se aceita que o ser humano usa o sexo para a obtenção de prazeres que vão muito além dos objetivos estritamente biológicos de reprodução da espécie, também é licito estender o conceito de normalidade. Porém, como há uma tênue linha a separar a sexualidade normal da compulsão, quando os indivíduos lançam mão de métodos excitatórios que causam dor, sofrimento, humilhação, molestamento, mutilação e até mesmo morte, então algo está tão errado, que podemos nos socorrer dos termos Tara, ou Aberração.

As condutas aqui abordadas, por envolverem dor e violência física, pertencem à classe dos comportamentos sado-masoquistas, que implicam no estabelecimento de frágeis relacionamentos de sujeição/submissão. Porém, como as parafilias deste grupo são inumeráveis, preferimos nos circunscrever às mais representativas e bizarras que resultam em danos físicos, desde os mais leves, até os irreversíveis.

Certamente que os indivíduos portadores de tais sintomas aberrativos deveriam procurar atendimento psicológico em consequência do sofrimento psicológico provocado por situações nem sempre consentidas pelo parceiro(a). Como é praxe nas parafilias, não necessariamente as taras violentas resultam em relações sexuais genitais normais, já que o desejo sexual primário é desviado para outras sensações além daquelas obtidas através da cópula.

Odaxelagnia – excitação sexual através de mordidas.

Odaxelagnia - obtenção de prazer sexual através de mordidas
Todos temos um quê de odaxelagnia nas nossas relações amorosas, só que mordiscando suavemente à guisa de tempero erótico. A tara começa quando as mordidas resultam em sangramento e o pior, quando “arrancam pedaços” do parceiro(a). Nos casos consentidos, é claro que houve o estabelecimento de uma relação instável de sujeição/submissão, e naqueles sem consentimento, há a agressão pura e simples que costuma termina numa delegacia de polícia.

Perigos: lesões graves e infecções, já que a boca humana é uma das mais infectantes do reino animal, perdendo apenas para o Dragão de Comodo da Indonésia.

Ballbusting – chutes na genitália masculina.
Ballbusting - excitação sexual através de chutes no saco
Somos levados supor que depois de uma intensa sessão de chutes nos testículos, esta tara não é propícia para culminar numa relação sexual normal.

Perigos: obviamente, o tarado passivo corre o risco de romper um dos seus testículos, ou os dois, além de ficar estéril. Caso o seu pênis fique erecto e receba um chute violento, corre o risco de se quebrar, o que causaria um rompimento irreversível dos corpos cavernosos, somente reparável através do implante de prótese de silicone.

Cuntbusting – chutes na área pélvica.
Cuntbusting - Chutes na pelve
O mesmo vale para a prática de chutes na área genital feminina, não se imagina que uma mulher ainda tenha libido depois de receber os impactos que a jogam no chão se contercendo de dor. Os praticantes norte-americanos de Ballbusting e Cuntbusting, costumam recorrer às boas casas do ramo, que possuem nos seus quadros gente especializada em chutar as partes íntimas dos cliente, com a força personalizada ao gosto de cada um.

Perigos: hematomas, contusões e até mesmo fratura dos ossos da pélvis.

Trampling Extremo – pisoteamento com sapatos de salto-alto.
Trampling Extremo - pisoteamente com sapatos de salto-alto
Normalmente praticantes desta modalidade são homens que se submetem passivamente às sevícias de hábeis pés femininos especializados na arte de provocar dor, que é traduzida em excitação sexual na mente dos tarados. O denominado Trampling Extremo consiste na utilização de saltos altos pontiagudos que potencializam a dor/prazer.

Perigos: hematomas, lesões por perfuração, dilaceração muscular, perfuração de testículos, perfuração dos olhos, etc.

Asfixiofilia – busca do prazer através do sufocamento.
Asfixiofilia - excitação sexual através do sufocamento
Prática que tanto pode ser realizada solitariamente, quanto a dois. Ela consiste em induzir no indivíduo um severo estado de hipóxia através da privação mecânica de oxigênio. Os adeptos desta modalidade relatam êxtases quando o seu cérebro ultrapassa a região do umbral entre a consciência e o desfalecimento.

Perigos: principalmente nas sessões de auto-asfixia, o tarado corre o risco de desmaiar e, portanto, não conseguir afrouxar o aparato mecânico de sufocamento. Vide caso da morte bizarra do ator David Carradine por auto-sufocamento masturbatório.

Mutilação e morte.
Mutilação Sexual - Snuff
O filme franco-nipônico Império dos Sentidos retrata no seu clímax uma situação radical de obtenção de excitação sexual através da mutilação, quando a personagem decepa o pênis do seu companheiro e o deixa sangrar até a morte, posteriormente carregando consigo a “relíquia” como se fosse uma última tentativa de “falinização” da heroína.

Uma lenda urbana sobre os subterrâneos do cinema pornô dá conta da existência de filmes do tipo Snuff. São películas rodadas, enquanto supostamente as atrizes são torturadas e mortas ao final. Até hoje não ficou comprovada a existência de nenhum filme Snuff verdadeiro, já que naqueles, alegadamente deste gênero, foi constatada a “ressurreição” das atrizes mortas nas películas anteriores.

Na vida real existem inúmeros casos de mutilação, conhecidas principalmente nos episódios de estupro e pedofilia, seguidos ou não de morte. Por ser a tara sexual mais extrema, que a transforma definitivamente num crime, não resta dúvidas quanto ao seu alto grau de patologia e ameaça para a sociedade.

Resumindo a tese, uma tênue linha separa o ferramental lícito de excitação dos comportamentos sexuais bizarros e o julgamento de valor quase sempre é exarado pelo meio social onde o pretenso tarado está inserido. Diante de tamanho relativismo, certamente um cidadão tido como normal em Amsterdã, poderá ser surrado até à morte em Kathmandu e vice-versa.

Independentemente da chancela social, o bom senso adverte que quando alguém precisa de violência para chegar à excitação sexual, pode haver algo muito errado na sua mente, mesmo sob as tradicionais justificativas de que estamos na era em que tudo é válido, pelo menos enquanto o império muçulmano não dominar o planeta.
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