terça-feira, 3 de novembro de 2009

CRIMES PARSSIONAIS ENTRE FAMOSOS !











Caso Família Proença

Reprodução
Maitê Proença com a mãe, morta pelo marido, em 1970: adolescente, atriz foi testemunha de defesa do pai, que foi absolvido e se suicidou em 1989
Ele suspeitava que a mulher o traía e iniciou uma investigação particular. Pai de duas crianças, uma delas Maitê Proença Gallo, hoje atriz da Globo, o procurador de Justiça Augusto Carlos Eduardo da Rocha Monteiro Gallo achou que o professor francês Ives Gentilhomme, que dava aulas para sua esposa, Margot Proença Gallo, era seu amante.
Tanto a empregada quanto Maitê foram inquiridas pelo procurador. Com 12 anos, Maitê declarou a um juiz de Campinas (SP), onde residiam, “ter visto o professor na cama da sua mãe, vestido de pijama”, relata a autora. Uma ex-empregada da família, segundo o livro, falou de um relacionamento de Margot, que era professora, com um ex-aluno, pois “eles ficavam trancados no escritório, quando o marido se ausentava da casa”. Com as evidências, Augusto marcou um encontro decisivo com a esposa.
Reprodução
O pai de Maitê, Augusto Carlos Eduardo Monteiro Gallo
Na discussão em casa, Margot recebeu 11 facadas do marido e morreu aos 37 anos, em 1970. Procurada, Maitê Proença disse a Gente: “O que tinha a falar fiz em depoimentos privados na Justiça e em plenário e diante de uma cidade inteira. Que alguém queira escrever um livro e ganhar dinheiro com a tragédia dos outros, tudo bem. Mas não gostaria de contribuir”.
O procurador não chegou a ser preso e foi absolvido em dois julgamentos. Maitê Proença foi testemunha de defesa e contou que “viu o professor (francês) dormindo no sofá-cama utilizado pela mãe, na manhã seguinte à realização de uma festa em sua casa”. O pai dela casou-se novamente, mas, em 1989, suicidou-se.




Caso Daniella Perez

Tatiana Constant/AE
Daniela foi morta com 18 facadas: a mãe dela, Glória Perez, não concorda com a inclusão do assassinato da filha entre os crimes passionais
Ela foi morta num matagal no Rio, aos 22 anos, a três dias do réveillon de 1993, pelo ator Guilherme de Pádua, que contracenava com ela na novela da Globo De Corpo e Alma, e pela mulher dele, Paula Thomaz, 19 anos, que estava grávida de quatro meses. Casada com o ator Raul Gazolla, Daniella Perez recebeu 18 golpes de tesoura e teve quatro perfurações no pescoço, oito no peito e mais seis que atingiram pulmões e outras regiões.
Dez anos após a morte da esposa, Gazolla se incomoda com a impunidade. “Sofri com a criminalidade como milhares de pessoas também já sofreram, mas agora sofro é com a impunidade”, diz. “É um absurdo saber que as pessoas que mataram minha mulher com 18 facadas, que deveriam ficar 19 anos na prisão, estão na rua, livres.”

O casal criminoso tinha tatuado, em seus órgãos genitais, os nomes um do outro, o que fez supor a existência de um pacto de fidelidade entre Paula e Guilherme. Guilherme foi um dos primeiros a comparecer ao funeral de Daniella para consolar Raul e a mãe da vítima, a escritora Glória Perez, mas tanto ele quanto a esposa logo foram presos e, um ano depois, já estavam separados.
Em 1997, Guilherme foi julgado e condenado a 19 anos de prisão. O veredicto, acompanhado por 400 pessoas, foi aplaudido de pé. Três meses depois, Paula foi condenada a 18 anos e seis meses – mais tarde teve a pena reduzida para 15 anos. Glória Perez acompanhou o julgamento, segurando as sapatilhas e uma fotografia da filha assassinada.

Após colher 1,3 milhão de assinaturas, Glória conseguiu a aprovação de um projeto de lei para incluir o homicídio qualificado no rol dos crimes hediondos, que recebem tratamento legal mais severo e impossibilitam o pagamento de fiança e o cumprimento da pena em regime aberto ou semi-aberto. Como o assassinato de Daniella foi anterior à instauração da nova lei, Paula e Guilherme foram beneficiados e cumpriram parte da pena em liberdade. O casal ficou preso por sete anos.

Caso Dorinha Duval



Aos 15 anos, ela fora violentada. Três anos mais tarde, passou a prostituir-se por enfrentar dificuldades financeiras e sofreu um aborto. Atriz da Rede Globo (atuou em O Bem Amado), casara-se com o ator e diretor Daniel Filho e fora abandonada por ele. Em seu segundo casamento, com o cineasta Paulo Sérgio Alcântara, viveu uma relação conturbada. A dramática retrospectiva da vida de Dorinha Duval, foi exposta em júri, em 1983, pelo advogado Clóvis Sahione, que defendeu a atriz no processo em que ela era acusada de matar Paulo Sérgio.
Por sete votos a zero, Dorinha foi condenada a um ano e meio de prisão com sursis (suspensão condicional da pena). Três anos antes, Dorinha matara com três tiros o marido com quem estava casada havia seis anos. Dez dias depois, em declaração para a polícia, disse que iniciou com o marido uma discussão no quarto. Ela conta que o procurou carinhosamente e foi repelida. Aos 51 anos, 16 a mais que Paulo Sérgio, a atriz reclamou da atitude e, como mostra o livro, o marido disse que Dorinha era uma velha e que só apreciava meninas de corpo rijo.
O Globo
Dorinha na delegacia, em 1980: ex-atriz que matou marido foi para a prisão aos 62 anos e, hoje, sobrevive como artista plástica
Dorinha disse que encararia um cirurgia plástica, mas Paulo Sérgio teria respondido: “Você não dá mais, nem com operação”. Para se defender sob argumento de legítima defesa, Dorinha contou que respondeu aos insultos dizendo ao marido que, quando ele precisava de dinheiro, era a ela que ele recorria. E, a partir de então, Paulo Sérgio a teria agredido até que ela pegou o revólver e atirou.
Após a primeira condenação mais branda, Dorinha foi a júri novamente. Acabou condenada a seis anos de prisão em regime semi-aberto. “Dorinha tinha de pagar, já pagou e talvez continue pagando”, diz o ator Paulo Goulart, que foi testemunha de defesa da amiga. “Só lamento que tivesse de modificar toda vida em função de uma tragédia.” Aos 62 anos, ela passou a primeira noite no cárcere, em Niterói (RJ). Dorinha está com 73 anos, é artista plástica, mora no Leme e vive das obras que faz. Procurada por Gente, limitou-se a dizer: “Ainda não quero falar sobre esse assunto”.
Capa
Caso Pimenta Neves

Cristina Rufatto/Reprodução
Ele se achava o responsável por tudo que a ex-namorada possuía, desde emprego, salário e amigos. A cada rompimento, o diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo, Antônio Marcos Pimenta Neves pedia à colega de profissão e subordinada Sandra Gomide que ela devolvesse roupas, jóias, selas de cavalo e outros presentes.
O namoro durou quatro anos e, menos de um ano após a separação, Pimenta, 63 anos, tomado de ciúmes, matou Sandra com dois tiros. “Pensei em me vingar. Pessoas se ofereceram para matá-lo. Também pensei em fazer tudo com as próprias mãos”, diz o pai da vítima, João Gomide, 63 anos. “Mas é melhor que a justiça seja feita. Minha mulher não atende telefone, ficou um mês internada com problemas nervosos e ainda não está bem.”

“Fiquei com culpa. Não acreditava que ele fosse capaz”, conta João Gomide, pai de Sandra, morta pelo ex-namorado, o jornalista Antônio Pimenta Neves
Antes do crime, Pimenta tentara a reconciliação. Sem sucesso, demitiu Sandra do jornal e telefonava a amigos da imprensa para falar mal da ex a fim de que ela não conseguisse emprego. “Fiquei com culpa porque não acreditava que ele fosse capaz”, diz João. “Ele tomava café da manhã comigo, ligava e pedia para minha mulher rezar pela filha dele que estava com câncer. No mês seguinte, matou minha filha.” A notícia de que Sandra estaria se envolvendo com outro homem, segundo o livro da procuradora, foi a gota d’água para que Antônio Pimenta cometesse o crime.
A tragédia aconteceu em um haras em Ibiúna (SP), onde a jornalista costumava cavalgar. Quando ela chegou, Pimenta a esperava. Após uma discussão, os tiros foram disparados. Após o crime, Pimenta ficou internado porque ingeriu 72
comprimidos de Lexotan e Frontal (tranqüilizantes). Réu confesso, ficou preso até março do ano passado e aguarda julgamento em liberdade. A denúncia atribui a ele homicídio duplamente qualificado. “Que saudades do velho Pimenta. Era o símbolo do equilíbrio, mas descobri que não o conhecia completamente”, diz o amigo e jornalista Rodolfo Konder.


Caso Lindomar Castilho

Ag F4/ Lucrecio Jr
Lindomar e Eliana de Grammont, morta por ele com um tiro: “Eu a amava com certeza total”, diz o cantor
“Ele estava a quase dois metros dela quando disparou. Levantei do banco e atirei o violão no rosto do assassino... Somente mais tarde percebi que também estava ferido, com uma bala na barriga. Mesmo assim, acompanhei Eliana, que chegou morta no hospital.” A descrição é do violonista Carlos Roberto da Silva, parceiro musical da vítima, Eliana de Grammont, que tinha 26 anos, e primo do assassino, o músico Lindomar Castilho.
O crime aconteceu em 1981 no bar Belle Époque, em São Paulo. Lindomar alvejou a ex-mulher e cantora no peito. “Não há registro do que aconteceu em minha cabeça. Eu a amava com certeza total”, disse Lindomar a Gente, de Goiânia, onde mora atualmente. “Qualquer pessoa sob forte emoção é capaz de fazer o mesmo. Me desliguei da realidade por causa de uma violenta emoção.”
Eliana e Lindomar se casaram dois anos antes do crime. O cantor, como é dito no livro, era agressivo, ciumento, bebia sem moderação. Quando Eliana foi morta, fazia 20 dias que o desquite havia sido formalizado. Lindomar descobriu que a ex-mulher tinha um caso com seu primo Carlos e ainda o culpa: “Esse parente meu foi o causador de tudo, de desavenças, de problemas”. O cantor foi condenado a 12 anos e dois meses e cumpriu parte da pena em liberdade.
Hoje, aos 62 anos, ele conta o que aprendeu: “No momento de desespero não conte até dez. Conte até dez bilhões e, depois, vá até a praia contar grão por grão de areia.


Caso Promotor Igor

Heitor Hui/ae
Patrícia Aggio Longo foi assassinada pelo marido quando estava grávida de sete meses: a família da vítima o defende
“O promotor matou a mulher dele e o Genivaldo vai segurar essa bronca. Você sabe que o Genivaldo vai pegar uma condenação de trinta anos. Então para ele, uma a mais, uma a menos, não vai fazer diferença.” A frase foi dita por Eger Ferreira da Silva, irmão do promotor Igor Ferreira da Silva, a Ana Lúcia Pereira Leite, mulher do preso João Genivaldo Ramos. Chocada com a armação para que seu marido, preso em uma delegacia em Guarulhos sob acusação de latrocínio e estupro, assumisse a culpa pelo assassinato de Patrícia Aggio Longo, ela decidiu denunciar. E reproduziu tudo às autoridades que investigavam o assassinato de Patrícia, morta com dois tiros na cabeça. Estava grávida de sete meses.
Marido de Patrícia,o promotor Igor foi condenado a 16 anos e quatro meses pela morte dela e da criança. O motivo do crime até hoje é um mistério e Igor está foragido há um ano. Um teste de DNA mostrou que o bebê que Patrícia esperava não era do promotor. Mesmo com as evidências, os pais, irmãos e familiares de Patrícia apoiaram o réu no processo e insistem em sua inocência. “Nós da família não acreditamos que Igor matou minha filha”, diz a mãe de Patrícia, Maria Cecília Aggio Longo. “Convivemos três anos com o Igor e não podemos falar nada contra ele. Trata-se de uma pessoa boa, honesta e um ótimo marido. Fizemos quatro testes de DNA, onde Igor aparece como pai, mas ninguém quer aceitar.”
Sob o pretexto de cortar caminho, o promotor ingressou com sua caminhonete numa estrada de terra próxima à rodovia Fernão Dias. Lá disse ter sido rendido por um assaltante. Sua mulher teria sido seqüestrada e morta por razões ignoradas. Mas um vigia do condomínio colocou em xeque a versão do promotor. “O fato de a família defendê-lo me faz acreditar que ele seja inocente”, diz Márcio Thomaz Bastos, advogado de defesa do promotor.







FONTE Luiza Nagib Eluf (LIVRO) O AMOR NOS BANCO DOS REUS
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