domingo, 6 de setembro de 2009

TSUNAMI

Um Tsunami é uma onda causada pelo movimento repentino do fundo do mar. Este movimento pode ser desencadeado por diferentes fenómenos: sismos, erupções vulcânicas ou deslizamentos de terras submarinos. Podem ainda ser gerados em consequência de impactos de meteoritos. Os Tsunamis propagam-se ao longo da superfície dos oceanos a grandes velocidades e quando atingem a linha de costa os seus efeitos podem ser devastadores.
A grande maioria dos Tsunamis formam-se em consequência de sismos gerados em zonas de subducção. As zonas de subducção são locais onde um fragmento de crusta terrestre, normalmente oceânica, mergulha sob outra (continental ou oceânica) afundando-se no manto. Neste local as forças de fricção são enormes. Imaginem uma fracção de rocha com mais de 20 km de espessura a mergulhar sobre outro com mais de 50 km, podendo atingir várias centenas de quilómetros de extensão e afundando a mais de 700 km de profundidade no manto.
Devido à fricção e devido ao facto de as placas se movimentarem lentamente durante a maior parte do tempo, a zona de subducção encontra-se normalmente bloqueada (stuck).
Deste modo a energia vai-se acumulando e as placas vão-se deformando lentamente, mas sem que ocorra movimento relativo ao longo do plano de subducção.

Quando a energia acumulada excede a força de fricção existente entre as duas placas dá-se o movimento repentino relativo entre elas ao longo do plano de subducção, libertando as enormes quantidade de energia. A energia potencial é "transformada" em energia cinética (movimento). Quando isto acontece o fundo do mar pode movimentar-se bruscamente, movimento este que é transferido à coluna de água suprajacente, gerando o Tsunami.
A onda assim formada propaga-se ao longo da superfície do mar, podendo ser amplificanda quando atinge as zonas costeiras. Nestas zonas podem-se formar-se ondas com várias dezena de metros causando a destruição quase total das áreas onde se dá o impacto da massa de água.

Pela primeira vez, os cientistas têm ao seu dispor centenas de imagens detalhadas do momento em que um tsunami chega à costa. Os videoamadores que captaram o momento exacto em que o mar invadiu a terra, no Sudeste asiático, prometem contribuir para estudos mais aprofundados do fenómeno.

Segundo Maria Ana Baptista, espe- cialista em tsunamis do Centro de Geofísica da Universidade de Lisboa, «esta é uma ocasião única» para complementar as simulações numéricas até agora realizadas. Agora, os cientistas podem observar «ao pormenor» o tipo e a forma como os objectos são arrastados. «É o caso do comboio que foi derrubado.

Nunca pensei que tal fosse possível», confessa a geofísica, lembrando ainda a hipótese de se traçarem «boas estimativas» da velocidade da vaga. Por outro lado, as imagens vêm trazer nova luz sobre velhos relatos de outros tsunamis, como o de 1755, em Lisboa. «As descrições de caravelas completamente voltadas, por exemplo. Agora temos a prova de que não há exagero nos testemunhos», afirmou ao DN Maria Ana Baptista.

A riqueza das filmagens do maremoto vêm, ao mesmo tempo, «aumentar a exigência do trabalho científico, a nível da simulação de modelos hidrodinâmicos de geração, propagação e, sobretudo, inundação», obrigando os especialistas a serem mais rigorosos. E o mesmo se passará em termos da avaliação dos riscos e dos cuidados a ter na tipografia das costas.

Embora reconheça que possam existir outras filmagens de tsunamis, como o do Japão, Maria Ana Baptista não hesita em considerar estas imagens «as mais ricas» de sempre, até pelo facto de existirem vídeos do fenómeno em vários países, mostrando o impacto das ondas em territórios distintos. «E todos os dias surgem imagens novas.

Nunca se viu nada assim», explica a cientista, esperando que alguns projectos de investigação em tsunamis, antes recusados, sejam agora recuperados, a nível do Programa-Quadro europeu.
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