segunda-feira, 3 de maio de 2010

VOCE SABIA ?????

As mulheres nem sempre puderam participar ativamente da vida científica. Apesar de todas as dificuldades, elas vêm ganhando cada vez mais espaço nesse meio. A seguir, destacamos as pesquisadoras alemãs que mais contribuíram para o desenvolvimento tecnológico. Uma homenagem a todas as mulheres no seu dia internacional.


Melitta Bentz e o filtro de papel


* 31 de janeiro de 1873 (Dresden), † 29 de junho de 1950 (Holzhausen an der Porta)

Para acabar definitivamente com o depósito de pó no fundo da xícara de café, Melitta Bentz inventou, no ano de 1908, o primeiro filtro de papel. Para isso, ela furou o fundo de uma panela de latão, criando, assim, uma espécie de funil, no qual ela colocou um folha de mata-borrão, retirada do caderno do seu filho. Logo surgiu o primeiro filtro de papel. Em seguida, Melitta notificou sua invenção ao registro imperial de patentes, e fundou, no mesmo ano, uma empresa com o seu nome.

Maria Goeppert Mayer Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Maria Goeppert Mayer

A Física Maria Goeppert-Mayer

* 28 de junho de 1906 (Kattowitz), † 20 de fevereiro de 1972 (San Diego, EUA)

A física teuto-americana descobriu, em 1949, a explicação para os números mágicos, cuja importância é fundamental para a estabilidade do núcleo atômico, principalmente nos acoplamentos spin-órbita. Desenvolveu também um modelo de camadas nucleares e a teoria do emparelhamento nuclear. Em 1963, ganhou o Nobel de Física, juntamente com J. Hans D. Jensen, que descobriu a mesma explicação para estes números quase simultaneamente. Nos anos 40, colaborou no programa alemão de armas nucleares.

Katharina Paulus e o pára-quedas

* 22 de dezembro de 1868 (Zellhausen, Hessen), † 26 de julho de 1935 (Berlin)

A primeira alemã a pilotar dirigíveis profissionalmente, Katharina Paulus anunciou, no ano de 1913, uma invenção incrível: o pára-quedas portátil. Ela dobrou um antigo pára-quedas e o colocou, juntamente com amarras, em um invólucro. Logo em seguida, surgiu o pára-quedas como o conhecemos atualmente. Após o salto, a embalagem se rompe e o pára-quedas é liberado. A invenção de Katharina ajudou a salvar a vida de muitos observadores de artilharia durante a Primeira Guerra Mundial. Por este motivo, ela foi agraciada com a Cruz de Honra ao Mérito por sua ajuda durante a guerra. Até hoje, o termo "gancho de Paulus" ("Paulushaken") é significativo para os pára-quedistas.

Christiane Nüsslein-Volhard: Nobel de Medicina em 1995 Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Christiane Nüsslein-Volhard: Nobel de Medicina em 1995

Christiane Nüsslein-Volhard, ganhadora do Prêmio Nobel

* 20 de outubro de 1942 (Magdeburg)

A bióloga alemã é especialista em genética e biologia de desenvolvimento e chefia este setor do Instituto Max Planck em Tübingen desde 1985. Em 1995, ela recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por suas pesquisas sobre o controle precoce do desenvolvimento embrionário.

Caroline Lucretia Herschel e os cometas

* 16 de março de 1750 (Hannover), † 9 de janeiro 1848 (Hannover)

Caroline Lucretia Herschel foi a primeira mulher a conseguir reconhecimento na área da Astronomia. Entre 1786 e 1797, ela descobriu oito cometas. Além de ter descoberto 14 nebulosas, identificou também mais de 100 corpos celestes. Além disso, iniciou um projeto de catalogação de constelações e nebulosas. Recebeu inumeráveis prêmios, entre os quais a medalha de ouro da Sociedade Astronômica Real, em 1828. Ela foi a única mulher na história a ter recebido esta condecoração.

O engajamento da princesa Teresa da Baviera

* 12 de novembro de 1850 (Munique), † 19 de dezembro de 1925 (Lindau)

A princesa alemã Teresa da Baviera era etnóloga, zoóloga, botânica e escrevia sobre as observações feitas em suas viagens. Além de todas estas especializações, demonstrou, ainda, um forte engajamento político e sócio-caritativo. Procurou resolver problemas sociais e políticos no seu país e lutou por melhorias no sistema de formação e capacitação das mulheres alemãs.

Marga Faulstich, inventora das primeiras lentes de óculos

* 16 de jMarga Faulstich, inventora das lentes que revolucionaram a ópticaunho de 1916 (Jena) † 1 de fevereiro de 1998 (Mainz)Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Marga Faulstich, inventora das lentes que revolucionaram a óptica

Marga Faulstich ficou conhecida no meio científico pela invenção das lentes leves de óculos com alto índice de reflexão. Óculos com altos graus de dioptria ficaram mais leves e melhoraram sua estética com esta descoberta. A inovação de Faulstrich foi premiada nos Estados Unidos em 1973 como uma das novidades técnicas mais signifativas do ano. Ela foi a primeira mulher a ocupar uma posição de liderança na empresa de vidros Schott, em Mainz. Faulstrich, que registrou aproximadamente 40 patentes, participou também do desenvolvimento de mais de 300 tipos de vidros ópticos.

A matemática Emmy Noether

* 23 de março de 1882 (Erlangen), † 14 de abril de 1935 (Pennsylvania, EUA)

A matemática alemã de descendência judaica é relembrada entre os fundadores da álgebra moderna. Graças à sua tese de doutorado, também chamada de "emaranhado de fórmulas" ("Formelgestrüpp") e "floresta de contas" ("Rechnerei"), contribuições importantes suas aparecem no campo da Matemática, como o teorema de normalização e a teoria de anéis e módulos que carregam o seu nome. O teorema de Noether se consolidou como um dos principais fundamentos da física no século 20.

Mulheres: as cervejeiras mais talentosas

A cerveja já era Coisas de mulher: a receita secreta da boa cervejaproduzida, comprovadamente, há 6000 anos. Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Coisas de mulher: a receita secreta da boa cerveja Mas o que talvez seja novidade para muitos é que a profissão de cervejeiro era exercida exclusivamente por mulheres. Além disso, às mulheres que podiam fabricar uma boa cerveja e que dominavam as regras da cervejaria eram atribuídos poderes sobrenaturais. Antigamente, as receitas passavam de mãe para filha. Como a receita foi parar nas mãos dos homens permanece, até os dias atuais, um mistério.



Nos Estados Unidos, a percentagem de patentes de invenção concedidas anualmente a mulheres passou de 2,6% em 1977 para 10,3% em 1998. A maioria delas se centra nas tecnologias químicas. E esta tendência segue em alta.

Mas nem sempre foi assim. A primeira patente dada a uma mulher nos EUA foi para Mary Dixon Kies, em 1809, por idealizar um processo para tecer a palha, com seda ou fio, adequado para fabricar chapéus.

Até 1840, no entanto, só cerca de vinte patentes tinham sido concedidas a mulheres por suas invenções em termos de indumentária, ferramentas, cozinha e chaminés. As patentes são a prova da propriedade intelectual de uma invenção e só podem ser solicitadas pelo inventor.

No passado, as mulheres não tinham os mesmos direitos dos homens e muitas delas se viram obrigadas a patentear suas inovações sob o nome de seus maridos ou pais. Muitas chegaram até mesmo a ser impedidas de receber a educação necessária para poder inventar mais.

Para que as obras das "mães da invenção" não sejam esquecidas, ganhem mais reconhecimento e estimulem outras mulheres, as pesquisadoras Raquel Barcos e Eulalia Pérez, do Instituto de Filosofia do Conselho Superior de Pesquisas Científicas espanhol, recopilaram os trabalhos de algumas inventoras destacáveis.

Lava-louças
Josephine Cochran apresentou em 1886 a idéia de uma máquina para lavar pratos mecânico manual frente à patente de Joel Houghton, que era praticamente irrealizável. Fez pública sua máquina na Feira Universal de Chicago de 1893 e, apesar de ser capaz de liberar a mulher de alguns afazeres domésticos, a idéia só foi aceita nos grandes hotéis e restaurantes. Esperou-se até a década de 1950 para que sua invenção fosse aceita pelo público em geral.

Pára-brisas
Durante uma viagem a Nova York, Mary Anderson viu que os motoristas tinham que abrir as janelas de seus carros quando chovia para limpá-las e para ver melhor. Ela inventou um dispositivo de braço que podia ser acionado de dentro por meio de uma alavanca para fazer esse serviço. Em 1903, concederam-lhe a primeira patente para um dispositivo capaz de tirar a chuva e a neve.

Telefone
Licenciada em história medieval, filosofia e matemática, Erna Schneider Hoover começou a trabalhar em 1954 nos Laboratórios Bell, onde criou um sistema automatizado de computação por telefone. Seu método utilizava um computador para supervisionar as chamadas entrantes e depois ajustava automaticamente a aceitação da chamada, o que ajudava a eliminar as sobrecargas. Seu design ainda é utilizado e foi uma das primeiras patentes de software do mundo.

Liquid Paper
Na década de 50, Bette Nesmith Graham trabalhava como secretária em Dallas. Nunca quis ser inventora, apenas solucionar os problemas que tinha por causa de sua pouca experiência em datilografia. Acostumada a usar tintas e devido a sua formação de artista, tentou idealizar um produto para tapar os erros que cometia ao escrever à máquina. Após várias tentativas, elaborou uma substância branca que secava rapidamente, que poderia ser guardada em um frasco e passada no papel com um pincel. Perante a demanda de seus companheiros de trabalho, criou em 1967 sua própria companhia e ficou milionária.

Fraldas
Uma mãe jovem chamada Marion Donovan, desesperada com a trabalheira das fraldas de tecido, inventou uma cobertura plástica para prevenir que os bebês se molhassem com tanta freqüência. Em 1946, experimentou com coberturas impermeáveis e um material usado para pára-quedas, até que aperfeiçoou sua idéia, que foi patenteada em 1951.

Vidro milagroso
Catherine Blodgett foi a primeira mulher a se doutorar em Física na Universidade de Cambridge, em 1926. Sua pesquisa sobre as camadas monomoleculares a conduziu a uma descoberta revolucionário: o vidro que não reflete. Em 1938 patenteou o processo, que teve muitas aplicações: limitar a distorção em microscópios, lentes, telescópios, câmaras fotográficas e lentes de projetor.

Sutiã
O primeiro sutiã moderno patenteado é de Mary Phelp Jacob em 1913, em Nova York. Ela tinha comprado um vestido de noite para uma festa, em uma época em que a única roupa interior era um espartilho rígido feito com ossos e madeira e, ao observar que esta peça sobressaía de seu vestido, fez com dois lenços de seda e uma fita o antecessor do sutiã.

Panela de Pressão

Muitas vezes‚ só se consegue cozinhar sob pressão. A história da panela de pressão começa pelo alto‚ lá nas montanhas. Os alpinistas‚ quando estavam a grandes altitudes e precisavam cozinhar alguma coisa para comer‚ quase nunca conseguiam. Isso porque a altas altitudes a pressão atmosférica é muito menor. E‚ como a pressão é menor‚ a água entra em ebulição a temperaturas muito altas do que ao nível do mar‚ que é de 100ºC. Como atingir altas temperaturas lá nas montanhas é muito difícil em função dos ventos e da própria temperatura ambiente (e mesmo quando se conseguia‚ era preciso deixar a comida horas no fogo para cozinhar)‚ pensou–se numa solução muito simples: transformar a pressão no interior da panela idêntica à pressão ao nível do mar.
Feita a experiência e comprovados os resultados‚ o que se fez a seguir foi aumentar a pressão no interior da panela. Assim‚ seriam necessárias menores temperaturas e menores tempos para o cozimento dos alimentos. Além do que‚ muitos deles ficavam muito mais saborosos e macios‚ como as carnes mais duras‚ por exemplo.
Foi este o princípio utilizado pelo francês Denis Papin em 1679. Seu “digestor”‚ ou marmita de Papin‚ consistia numa panela de ferro fundido com uma tampa que a vedava hermeticamente e uma válvula de seguranç que foi a precursora das panelas de pressão.
Inclusive‚ até 1905‚ ou seja‚ mais de dois séculos depois‚ as panelas de pressão continuavam sendo de ferro fundido. Neste ano‚ a Presto Company‚ dos Estados Unidos‚ introduziu o primeiro modelo de alumínio‚ que foi seguida depois pela panela de aço inoxidável.
Sempre que a sua família estiver pressionando você perto da hora das refeições‚ conte esta história para eles. com o seu conhecimento‚ mais os pratos que você vai preparar‚ eles vão ficar nas nuvens.

Garfo

Ele é um bom garfo.
Hoje‚ é assim que nos referimos a todas as pessoas de bom apetite‚ que comem (e muitas vezes repetem) praticamente tudo o que se leva à mesa. Mas‚ como será que esses apreciadores da mesa farta eram denominados antes da invenção do garfo? Simples comilões?
Acredita–se que o garfo tenha sido usado pela primeira vez no século XI‚ em casas italianas‚ para se comer frutas que poderiam manchar os dedos das mãos. Até então‚ as pessoas comiam com as próprias mãos ou ‚ muitas vezes‚ pegavam os alimentos com facas.
Foi só no final da década de 1450 (século XV) que os garfos começaram‚ lentamente‚ a subistituir as facas na alimentação. no século XVI‚ Henrique III introduziu o garfo individual (antes disso os garfos eram divididos entre as pessoas)‚ o que contribuiu bastante para que mais pessoas passassem a usá–lo. Entretanto‚ foi apenas por volta de 1620 (século XVII) que o uso dos garfos se difundiu e eles passaram a ser utilizados na maioria das mesas da Europa.
Na verdade‚ os garfos primitivos possuíam apenas dois dentes. no início do século XIX‚ os garfos de três dentes se tornaram grande moda. E os garfos de quatro dentes, parecidos com os que nós usamos hoje‚ só iriam surgir em 1880.
Pela história‚ dá para perceber que o garfo foi uma invenção um pouco difícil de pegar. Mas‚ quando pegou‚ pegou mesmo. Basta olhar para o nosso próprio dia–a–dia.

Lâmpada

E faça–se a luz.
Foi com a descoberta do fogo que o homem primitivo descobriu que era capaz de iluminar a escuridão das noites em que vivia até então. Fogueiras e tochas passaram a representar não apenas calor e luz‚ mas também proteção contra o frio‚ os demais animais e os perigos das trevas.
Porém o fogo‚ apenas de eficiente‚ não era capaz de fornecer luz com a intensidade que muitas vezes se precisava. Além disso‚ era sempre necessário encontrar material inflamável para fazê–lo durar por tempo suficiente‚ o que nem sempre era possível. Assim mesmo‚ durante muitos séculos o fogo foi a única fonte de luz que o homem soube reproduzir‚ através de lamparinas e lampiões onde se queimava tecidos‚ gás‚ ou qualquer outra coisa combustível.
Apenas em 1650‚ Otto von Guerick de Magdeburgo descobriu que a luz podia ser reproduzida pela eletricidade. Já o inventor americano Benjamin Franklin‚ em 1752‚ demonstrou‚ usando um papagaio de papel sob uma tempestade com muitos raios‚ que as nuvens acumulam cargas elétricas. Mas foi só em 1879 que o gênio também americano Thomas Alva Edison‚ após mais de 1200 esperiências‚ conseguiu inventar a primeira lâmpada elétrica. Nela‚ um filamento de carvão produziu luz durante dois dias seguidos‚ causando sensação. Muitos‚ inclusive‚ na época tomaram o invento como “magia”.
Daí para cá‚ a lâmpada elétrica evoluiu muito em termos de luminosidade e economia de energia. Lâmpadas com filamentos de ósmio‚ de tugstênio‚ de gases nobres‚ de néon‚ fluorescentes‚ e lâmpadas para fins mais específicos‚ como ultravioleta‚ infravermelha‚ flashs e inúmeras outras.
Do fogo e das lâmpadas pré–históricas‚ de formatos côncavos onde o combustível ardia‚ até as lâmpads mais modernas‚ que produzem luzes das mais variadas formas‚ cores e tipos‚ o homem sempre buscou maneiras de crescer iluminando seu caminho através de novas descobertas e invenções. Não por acaso‚ a lâmpada é o símbolo perfeito da idéia‚ da invenção‚ da descoberta. Afinal‚ inventar é sempre encontrar aquela famosa luz no fim do túnel. E é só tentando mesmo que a gente a encontra.

Liquidificador

O liquidificador foi o eletrodoméstico que‚ praticamente‚ liquidou com os problemas de bater e misturar os mais diversos alimentos na cozinha.
A história do liquidificador como o conhecemos atualmente começa em 1904. Neste ano‚ em dois lugares distintos‚ aquele que era o precursor do moderno liquidificador era usado em dois lugare diferentes: na Inglaterra e nos Estados Unidos. Na Inglaterra‚ uma espécie de liquidificador misturado com batedeira‚ com motor elétrico movido a correia de transmissão‚ era utilizado para misturar substâncias químicas. Já era mis semelhante ao de nossos dias: era usado para o preparo de milk shakes. Essa proximidade com um dos principais hábitos americanos contribuiu muito para que‚ já em 1910‚ fossem comercializados ali os primeiros liquidificadores.
Em 1931‚ em Chicago‚ surgiu o primeiro liquidificador com motor incorporado. Isso diminuiu consideravelmente o espaço que o liquidificador tomava antes na cozinha‚ tornando o produto mais conveniente e a arte culinária muito mais prática.
Transformar a consistência dos alimentos‚ triturar ingredientes sólidos‚ homogeneizar alimentos pastosos‚ misturar líquidos e combinar diferentes consistências. É isso o que as lâminas do liquidificador‚ localizadas no fundo dos copos, são capazes de fazer‚ girando a velocidades entre 8000 e 12000 rotações por minuto. Assim‚ coisas que antes demoravam horas‚ hoje‚ graças ao liquidificador‚ podem ser liquidadas em poucos segundos.

Microondas

Quem diria que‚ um dia‚ ondas parecidas com as de rádio seriam tão úteis para o dia–a–dia na cozinha?
As microondas utilizadas nos fornos são ondas eletromagnéticas com comprimentos de onda entre 1 mm e 1 m‚ quer dizer‚ muito próximas das ondas de rádio UHF.
Em 1946‚ descobriu–se que estas microondas tendem a polarizar as moléculas da água‚ fazendo com que elas girem‚ alinhando o seu eixo polar com o campo magnético. Trocando em miúdos‚ todo este movimento (de aproximadamente 2500 milhões de ciclos por segundo)‚ gera calor. Como as microondas são capazes de penetrar profundamente na matéria orgânica‚ um alimento atingido por elas é aquecido em todo o seu volume‚ já que o calor é gerado em seu interior. Este aquecimento interno quase uniforme diminui consideravelmente os tempos de aquecimento. Primeiro‚ porque não é necessário esperar que o calor chegue ao interior dos alimentos. Segundo‚ pois permite o uso de potências mais elevadas sem riscos de queimar a comida.
Até o final dos anos 60‚ a utilização de fornos microondas ainda era restrita a empresas fabricantes de refeições prontas ou preparadas. Mais ou menos nesta época‚ chegavam às lojas e casas americanas os primeiros modelos domésticos. Ainda um pouco grandes‚ desajeitados‚ eles foram melhorando muito com o passar dos anos‚ até chegarmos aos modelos de múltiplas funções como temos atualmente. E que são capazes de fazer‚ em minutos‚ coisas que demoraríamos horas nos fogões tradicionais.

Batatas fritas

Elas estão fritas. E são provavelmente, a maneira mais difundida e tradicional de se comer batatas. Entretanto, como isso começou? Quem terá sido o primeiro a ter a idéia de fritar batatas? Terá sido em algum castelo medieval, quando, para impedir a invasão de inimigos, óleo fervente era lançado do alto das torres? Será que algum destes invasores, por acaso, na hora carregava batatas em algum dos bolsos e descobriu que elas ficavam deliciosas fritas? A batata está presente em solo europeu desde tempos imemoriais, sendo uma das principais fontes de amido do homem. Já o processo da fritura, também devia ser conhecido; os amigos caçados eram cozidos em sua própria gordura; o óleo de origem vegetal, proveniente das oliveiras, também era conhecido. Embora não se possa determinar com precisão quem inventou a batata frita, pode-se determinar quem a aperfeiçou: os belgas. Na Bélgica, as batatas fritas são consideradas verdadeiras especialidades locais. Chega-se ao exagero de se dizer que, se você esteve na Bélgica e não comeu batatas fritas (de preferência, com cerveja), então você não esteve na Bélgica (mais ou menos como ir a Roma e não ver o Papa). Em todos os cantos de Bruxelas, capital da Bélgica, existem barraquinhas vendendo batatas fritas que, ao contrário da verdadeira mania americana do catchup, são consumidas à moda belga, com maionese. O termo americano para batatas fritas, french fries, na verdade é uma referência aos belgas; é que na Bélgica, 80% da população fala francês. Mas não é preciso ser belga ou americano ou espanhol ou italiano para gostar de batatas fritas. Na verdade, quando você estiver com alguma dúvida sobre que acompanhamento servir para alguma refeição, experimente descascar, cortar e fritar algumas batatas. Todo mundo adora. É batata.

Pão

O pão nosso de cada dia...
Hoje, o pão é um alimento tão ligado ao nosso dia-a-dia que já nem dá mais para imaginar como seria a vida sem ele. Só que a história não era bem assim há mais de 8000 anos.
Sabe-se que, naquela época, o homem da Idade da Pedra já cultivava trigo e cevada. Esses homens, que podem ser considerados os primeiros agricultores do mundo, cozinhavam uma espécie de mingau, de grãos moídos grosseiramente, sobre pedras grandes e chatas, conseguindo assim um pão áspero e achatado. A invenção do forno, há cerca de 5000 anos, na Idade da Pedra, contribuiu muito para o desenvolvimento do pão.
Dos povos antigos, os egípcios foram os que registraram as maiores variedades no que se refere ao assunto. Eles inventaram filões dos mais diferentes formatos, pães aromatizados com sementes de papoula, pães de cânfora, amargos e aromáticos; pães enriquecidos com ovos e leite, com mel, com gergelim, eram pães e mais pães. Tanto isso é verdade que os egípcios passaram a ser conhecidos, na Antigüidade, como “comedores de pães”.
Do antigo Egito, o pão parece ter sido introduzido na Europa pelas mãos dos romanos, que logo trataram de aprimorar as técnicas de moagem, mistura e sova. No século II d.C., o governo romano permitiu a organização de associações ou “colégios”, com o objetivo de servir de escola para padeiros.
Com o tempo, a atividade passou a ser hereditária, o que continua a acontecer ainda hoje. E isso nós podemos comprovar em praticamente toda esquina.

Torneiras

No tempo de Cristo, algumas das maiores residências de Roma já possuíam água encanada e torneiras. A água era transportada pelos célebres aquedutos romanos, muitos deles verdadeiras obras arquitetônicas com arcadas duplas ou triplas, apoiadas uma sobre as outras. O primeiro aqueduto romano foi a Aqua Appia, surgindo depois o Anio Vetus, e a Aqua Julia, entre outros.
Já as torneiras funcionavam mais ou menos da seguinte maneira: havia um cilindro, com um orifício perpendicular ao seu eixo, que era inserido no cano. A água, então, passava ou não pelo orifício, conforme a posição do cilindro. Esta mesma torneira de encaixe foi usada durante toda a Idade Média.
No século XIX, a água passou a ser fornecida às casas com o auxílio de bombas a vapor, o que exigia um outro tipo de torneira, passa suportar o aumento da pressão da água. Foi assim que surgiu a torneira de rosca, inventada na Inglaterra em 1800 por Thomas Gryll. Semelhante às torneiras modernas, ela possuía um parafuso que forçava um anel vedante contra uma superfície plana, interrompendo assim o fluxo da água.
Com as torneiras, o dia-a-dia das pessoas ficou muito mais fácil. Agora, elas podiam trazer para suas casas, não sendo mais necessário ir à fonte ou ao poço para buscá-la. Os sistemas de abastecimento também se tornaram muito mais eficientes, dispensando os desagradáveis bombeamentos. De lá para cá, muita água já passou e rolou pelas torneiras. E foi bem melhor assim.

Fogão

Uma invenção que ajudou a esquentar melhor a comida e a vida das pessoas.
Durante milhares de anos, o homem cozinhou em fogueiras. No tempo dos romanos, os mais ricos começaram a cozinhar o pão em fornos de tijolos, mas as fogueiras continuaram a ser utilizadas na preparação dos alimentos.
O fogão propriamente dito, ou seja, um aparelho fechado, aquecido por combustível sólido, foi usado pela primeira vez pelos colonos americanos no século XVII. Nas fundições de ferro da Pensilvânia, aproveirando-se o material, foram construídos fornos de ferro simples que, apesar de eficientes, ainda eram raros.
Foi só em 1798 em Munique, na Alemanha, Benjamin Thompson conseguiu fabricar fogões sofisticados com fornos de chapa metálicas envolvidos numa estrutura de tijolos. Já o missionário americano Philo Penfield Stewart registrou, em 1834, a patente do seu fogão Oberlin, um fogão de ferro a lenha com várias placas de aquecimento e um forno elevado.
Daí para frente, o fogão só evoluiu. Em 1889, foi utilizado pela primeira vez um forno elétrico, que utilizava energia de um gerador acionado por uma hidroelétrica próxima a St. Moritz, a Suíça. Em 1915, com a invenção do termostato, passou a ser possível controlar a temperatura dos fogões. E os fogões semelhantes aos que conhecemos hoje surgiram em 1924. Neste ano, o físico sueco Gustav Dalen patenteou o eficiente fogão Aga, que podia, mediante transformação, queimar lenha, carvão, petróleo ou gás.
A invenção do fogão contribuiu muito para o desenvolvimento da culinária em todo o mundo. Mas isso, dependendo muito de quem estava diante deles. Afinal, nós sabemos melhor do que ninguém que, para cozinhar, é preciso muito mais do que um simples fogão. É preciso criatividade, talento, bom gosto, uma boa dose de bom senso e uma pitada caprichada de conhecimento e curiosidade.

Geladeira

Uma idéia que veio do frio.
Qundo os antigos romanos precisavam guardar algum alimento que necessitasse refrigeração, como o leite, por exemplo, normalmente eles procuravam as cavernas próximas de seus domus (casas, em latim). Com o passar do tempo, eles passaram a construir, em suas casas, espaços destinados exclusivamente a esta finalidade, ou seja, cômodos especiais que eram covas de gelo que, em geral, ficavam próximas aos porões.
Já a primeira câmara frigorífica do mundo, precursora das geladeiras domésticas, foi construída pelo industrial australiano Thomas S. Mort, por volta de 1840. Mort, que teve a idéia de construir uma ponte de gelo interligando os continentes, passou 30 anos de sua vida trabalhando no transporte da primeira carne frigorificada para a Gr&atilde-Bretanha. Entretanto, apesar de todos os esforços, a tentativa falhou por desarranjos nas instalações frigoríficas do navio de transporte.
O francês Charles Tellier, conhecido como “pai do frio”, conseguiu fazer que um vapor frigorificado transportando carne fosse de Rouen, na França, para Buenos Aires, na Argentina, numa viagem de 104 dias. Neste sistema, a carne era resfriada de 1ºC a 1,5ºC acima de zero. entretanto, já naquela época se sabia das vantagens do resfriamento de -12ºC a 118ºC, que é usado atualmente e que deixa a carne dura como pedra. Foi assim que, numa segunda viagem, Tellier transportou carne de carneiro da Argentina, de excelente qualidade para a Europa, o que causou enorme sensação.
Pode-se dizer que as primeiras geladeiras domésticas surgiram pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1850. Elas nada mais eram do que um armário de madeira forrado de ardósia por dentro. No inverno, os blocos de gelo eram cortados dos rios e lagos congelados e armazenados nestas geladeira.
Entretanto, foi apenas em 1910 que as geladeiras começaram a tomar a forma como as conhecemos atualmente. Nesta época, a eletricidade passou a desempenhar um papel fundamental no princípio da conservação da temperatura no interior da geladeira, assim como o freon, um composto não tóxico e não inflamável presente hoje em geladeira e aparelos de ar condicionado.

Cerveja

A fabricação da cerveja remonta ao Egito dos faraós, há mais de 5000 anos. Já nequela época, os faraós não dispensavam uma cervejinha em suas festas e reuniões. Ou seja, o costume de se beber cerveja com amigos é um hábito que vem se repetindo há milênios.
A cerveja é uma bebida fermentada, feita de cevada ou de outros cereais e aromatizada com lúpulo. Atualmente, a maioria das cervejas produzidas no mundo é do tipo lager, ou de baixa fermentação. Podem ser claras ou escuras (quando são mais encorpadas), e alguns tipos levam o nome da cidade onde foram fabricadas inicialmente, como pilsener (de Pilsen, na Repúplica Tcheca) ou dortmunder (de Dortmund, na Alemanha). As cervejas inglesas, ou de alta fermentação, têm seu consumo praticamente limitado aos países de influência britânica. São as ale, em geral claras, e as stout, escuras e fermentadas com malte torrado e lúpulo em alta porcentagem. Altamente densas, estas cervejas são muito diferentes das que consumimos no Brasil. E, como elas devem sempre se servidas à temperatura ambiente, tem-se a impressão de se estar bebendo uma cerveja morna.
Teoricamente, a cerveja pode ser feita pela fermentação em água de qualquer cereal ou fonte de amido, como a batata, por exemplo. Na prática, só se obtém boa cerveja com a cevada, embora, para se reduzir custos ou conseguir um sabor específico, a ela possam ser adicionados outros cereais, como arroz, milho, cevada não-maltada, assim como soja, tapioca ou açúcares.
Tudo isso serve para ilustrar que a cerveja exerce mesmo um forte poder sobre os homens. Não fosse isso verdade, como seria possível explicar que uma pessoa morando no Brasil de hoje, às vésperas do ano 2000, está fazendo mais ou menos a mesma coisa que um faró, que era um semi-deus para os egípcios, há mais de 5000 anos? Só falta agora descobrirem que naquela época também já existia futebol. Aí, assunto era o que não ia faltar.

Açúcar

Uma doce invenção cujas origens continuam perdidas no tempo. E que faz todo mundo se lembrar de um outro tempo, este delicioso: a próprio infância de cada um.
O açúcar extraído da cana é conhecido desde tempos bastante remotos, mas a Europa só o conheceu por volta do século X, através dos arábes, que, por sua vez, o haviam conhecido por intermédio dos persas e indianos. A princípio, o cultivo da cana e a produção do açúcar restringiu-se à bacia do Mediterrâneo, só mais tarde o açúcar veio para a América.
O Brasil e as Antilhas eram, durante os séculos XVII e XVIII, quase os únicos fornecedores de açúcar para a Europa. Nesta época. França e Inglaterra travavam intensas lutas militares e econômicas, que começaram a influenciar e diminuir significativamente a importação de açúcar por parte dos países europeus. Por isso, surgiu na Europa a indústria do açúcar de beterraba.
Em 1747, um químico prussiano conseguiu, pela primeira vez, extrair açúcar de beterraba; porém, na época, o processo se mostrava economicamente inviável. Procurando incentivar a produção de açúcar de beterraba na europa, Napoleão ofereceu recompensas a quem melhorasse suas técnicas de produção. E, em 1802, o Capitão Delssert fundou a primeira fábrica francesa de açúcar, ganhando assim a medalha da Legião de Honra.
Preferiam e continuam preferindo. Hoje, nã há açúcar mais consumido no mundo que o açúcar da cana. O que prova que, muitas vezes, as primeiras invenções são muito melhores que as que vêm depois delas. E que pensar o contrário só pode ser mesmo uma doce ilusão.

Alimentos congelados

É como se o tempo congelasse e não exercesse mais ação sobre os alimentos. Nada se estraga, nada se deteriora; praicamente tudo se conserva com as mesmas características durante dias, semanas e até meses.
A idéia de congelar alimentos para manter suas propriedades partiu do naturalista e comerciante de peles norte-americano Clarence Birdseye. Observando os índios do norte do Canadá pescarem, ele notou que os peixes imediatamente se congelavam assim que eram retirados da água, devido à diferença de temperatura. Desta maneira, eles podiam ser guardados e, meses depois, quando fossem descongelados e cozidos, continuariam conservando as mesmas características dos peixes frescos.
Em 1924, Birdseye fundou uma empresa em Massachussetts, nos Estados Unidos, que produziu alimentos congelados por resfriamento rápido. Em 1930, a empresa lançou ervilhas, espinafres, framboesas e outras frutas, além de carnes e peixes congelados. Dez anos depois, surgiram os primeiros alimentos congelados previamente cozidos: fricassê de frango e bifes. A princípio, as pessoas não se acostumaram muito bem à idéia de comprar alimentos congelados. Mas, por volta dos anos 40, nos Estados Unidos, as donas de casa que trabalhavam fora (principalmente em função de seus maridos estarem lutando na II Guerra Mundial) rapidamente perceberam os benefícios da praticidade da nova invenção.
Hoje, em praticamente todos os países do mundo, o consumo de alimentos congelados se tornou um hábito. Apesar de ainda haver uma certa relutância por parte de algumas mulheres, que se vêem na obrigação de efetivamente preparar as refeições de suas famílias, muitas já perceberam que esta é uma evolução natural que reflete um novo modo de vida. Um modo de vida mais prático e dinâmico, onde as pessoas devem usufruir de seu tempo da melhor maneira possível. Porque, na verdade, todo mundo sabe: o tempo, infelizmente, não dá para congelar.

Vinho

A arte de fazer e beber vinho - o suco fermentado da uva - é quase tão antiga quanto a própria civilização. Antes de 4000 a.C., no antigo Egito, ela já era conhecida . O Antigo Testamento afirma que Noé plantou as primeiras videiras logo depois de deixar a Arca. E com a sincera intenção de que estás lhe dessem bom vinho.
Inicialmente, as uvas eram pisadas com os pés descalços e a fermentação do suco extraído acontecia em ânforas de barro. Por ação dos fermentos naturais da uva, a glicose se transformava em álcool.
Na Grécia antiga, fazer vinho era mais elaborado. Os gregos conheciam técnicas de podar as videiras, e já sabiam apreciar os vinhos envelhecidos, que eram hermeticamente fechados em ânforas especiais. Naquelas que são consideradas as primeiras obras literárias da humanidade, A Ilíada e A Odisséia, seu autor, o poeta Homero, já menciona vinhos e videiras.
Os romanos, que só conheciam o vinho através dos gregos, gostaram muito da bebida. Tanto gostaram que um dos principis deuses romanos, Baco, era quase sempre representado com um copo de vinho nas mãos. Além do mais, os romanos passaram a consumir vinho em praticamente todas as ocasiões, das mais festivas às mais dométicas.
Com a expensão de seu Império, os romanos muitas vezes tiveram dificuldades em difundir seu modo de vida. Entretando, em poucos casos tiveram tanta aceitação quanto com o vinho. Já no século II, era introduzida a cultura da uva na região do rio Reno, e acredita-se que eles tenham levado o vinho até as (então) distantes terras britânicas.
O vinho, por suas próprias características de leveza, sabor suave e marcante e aromas delicados, é talvez a bebida mais apreciada em todo o mundo. Hoje, como antigamente, o vinho continua merecendo sempre um certo ritual na hora de ser bebido. Mas não é para menos: mesmo que hoje seja tomado mais informalmente, ele continua trazendo toda sua grande história de época ancestrais, longínquas, imperiais. Nós temos muito o que aprender com ele. E para aprender um pouco mais, nada como beber um pouco mais. Mas sempre em pouco; nunca, mas nunca, demais.

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