sábado, 7 de agosto de 2010

LEIS PARA NOMES DE CRIANÇAS

No Brasil é comum encontrarmos nomes estranhos como Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete, Chananeco Vargas da Silva, Ernesto Segundo da Família Lima ou Magnésia Bisurada do Patrocínio.
Mas em alguns países há regras para evitar que pais criativos como Baby do Brasil causem traumas aos seus rebentos. Confiram alguns casos:
1. Alemanha
É preciso ser possível identificar o gênero da criança pelo primeiro nome. Além disso, ele não pode afetar o bem-estar do petiz e nem conter nomes de objetos ou produtos.
Em cada região do país há um “Standesamt”, uma espécie de cartório que conta com um manual de significados de nomes internacionais traduzidos para o alemão. Em caso de dúvida, eles recorrem à embaixada do país em questão.
Se o nome escolhido é reprovado os pais podem recorrer, mas a cada vez que o fazem, pagam uma taxa.
Como é um processo complicado, a maioria dos alemães acaba optando pelos tradicionais Maximilian, Alexander, Marie e Sophie.
Não-aceito: Matti – porque não indica gênero
Aceitos: Legolas e Nemo
2. China
O governo recomenda que os nomes dados às crianças sejam fáceis de ser lidos e encoraja o uso de caracteres simples no caso dos mais tradicionais. Isso porque há cartões nacionais de identificação que são lidos por scanners. Números e símbolos não-chineses não são permitidos, bem como caracteres que não são representados pelos computadores. Há 70 mil caracteres na China, mas apenas 13 mil estão disponíveis nos teclados. Portanto, vários cidadãos que têm seus nomes confundidos estão tendo de trocá-los.
Não-aceito: “@”: Wang “At”. Em chinês o @ é pronunciado como “ai-ta”, que é bem parecido com “eu o amo”.
3. Dinamarca
As leis dinamarquesas são bem rigorosas. A fim de evitar caprichos dos pais, os nomes podem ser escolhidos a partir de uma lista com 7 mil nomes pré-aprovados. Se os pais quiserem um que não apareça na relação, precisam ter uma autorização especial da igreja local.
Assim como no caso da Alemanha, é preciso ser possível identificar o gênero da criança pelo primeiro nome. Além disso, o último nome não pode ser usado como primeiro. Cerca de 1.100 nomes passam pela revisão do governo todo ano. Entre 15% e 20% são recusados.
Não-aceitos: Anus, Pluto e Monkey
Aceitos: Benji, Jiminico, Molli e Fee
4. Japão
Com exceção da família imperial, cada bebê recebe um nome e um sobrenome. Há milhares de “kanji” e caracteres que se repetem no Japão. O propósito é que os nomes sejam facilmente lidos e escritos.
Não-aceito: Akuma, que significa “demônio”
5. Nova Zelândia
A lei neozelandesa que trata de nascimentos, mortes e casamentos, de 1995, não permite nomes que ofendam a criança, que sejam muito longos ou que não se justificam (incluem-se aí títulos oficiais ou classe social).
Não-aceitos: Stallion, Yeah Detroit, Fish and Chips, Twisty Poi, Keenan Got Lucy, Sex Fruit, Satan e Adolf Hitler
Aceitos: Benson e Hedges (para gêmeos), Midnight Chardonnay, Number 16 Bus Shelter e Violence
6. Suécia
A lei que diz respeito ao tema foi criada em 1982 para prevenir que não-nobres usassem nomes da nobreza em seus filhos. De uma maneira geral, não são aceitos nomes que podem ofender ou causar desconforto à pessoa e aqueles que por razões óbvias não são aplicáveis a um ser humano. Em caso de troca posterior – que só pode ser feita uma vez – um dos nomes deve ser mantido.
Um dos já rejeitados foi “Brfxxccxxmnpcccclllmmnprxvclmnckssqlbb111163” (pronuncia-se “Albin”). Dado pelos pais como forma de protesto contra a lei dos nomes, foi recusado e mudado para “A”, que também foi reprovado.
Não-aceitos: Metallica, Superman, Veranda, Ikea e Elvis
Aceitos: Google (como nome do meio) e Lego.
li no trezende
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