sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Curiosidades sobre a evolução do sexo

Observando de outro ponto de vista e, em profundidade por pesquisadores, o comportamento sexual do ser humano revela muitas curiosidades que nos ajudam a compreender mais sobre a nossa evolução. No início da civilização, por exemplo, período das sociedades agrícolas no antigo Egito e Mesopotâmia, podemos observar vestígios da submissão feminina.
No Código de Hamurabi, um dos mais antigos conjuntos de lei elaborado por volta de 1700 a.e.c, mostrou claramente como homens e mulheres deveriam se comportar em relação ao sexo. “O código estipulava que homens poderiam manter concubinas e amantes, pelo menos enquanto a esposa não tivesse filhos, embora a concubina não pudesse desfrutar de primazia ou posição superior à da esposa na casa. As mulheres eram instruídas a defender sua honra sexual acima de tudo”, escreveu Peter N. Stearns, Ph.D. em História pela Harvard University, em seu livro História da sexualidade (Editora Contexto) com versão em português lançada recentemente por aqui.
O autor parafraseou em sua obra um dos artigos do código para ressaltar a posição da mulher na sociedade. “Se alguém apontar o dedo para a esposa de outro alguém a acusando de adultério, mesmo que ela não tenha sido surpreendida em flagrante com outro homem, ela deverá ser amarrada e jogada dentro do rio (e, supostamente, se fosse de fato inocente, ela não se afogaria)”.
O site Vila Dois separou algumas curiosidades que estão no livro do escritor americano. Uma delas envolve a questão do homossexualismo, que ao longo do tempo passou por grandes mudanças. Ao contrário de hoje em dia, os mulçumanos não encaravam os homossexuais como “aberrações”. Já na China, eles não eram condenados antes da chegada do comunismo. Isso foi uma forma de mostrar ao mundo que os comunistas, considerados liberais, valorizavam a família e não eram “promíscuos” como os ocidentais que viviam sob o capitalismo.
Homossexualismo
Alguns grupos de sacerdotes – entre os mesopotâmicos, por exemplo – usavam o sexo anal como meio de conexão com os deuses; isso refletia a crença comum de que o orgasmo tinha qualidades espirituais, e que as atividades homoeróticas, particularmente, refletiam capacidade espiritual. Os mesopotâmicos, mais uma vez, reconheciam um grupo social chamado de sag-ursag, provavelmente bissexual ou intersexual.
Métodos contraceptivos
Os gregos antigos inseriam na vagina a metade de um limão, como medida contraceptiva – uma espécie de espermicida natural. Com a mesma finalidade, os egípcios usavam excremento (fezes) de crocodilo. As primeiras sociedades indianas parecem ter desenvolvido o mais elaborado conjunto de habilidades e interesses no uso de ervas para contracepção. Mais uma vez, era espantosa a variedade em torno de um mesmo tema comum.
Controle da Natalidade
O estilo de vida nômade e as limitadas fontes de comida impediam qualquer um de ter muitos recém-nascidos e impunham, também, uma necessidade de espaçar os filhos em intervalos de sete anos. A importância do sexo para a procriação era óbvia, conforme é sugerido em grande parte da arte primitiva; contudo, em demasia o sexo para a procriação era um perigo. Três métodos de limitação do número de recém-nascidos eram amplamente postos em prática, e todos tinham implicações relativas à freqüência e ao prazer da expressão sexual. Um deles envolvia a amamentação. As mulheres amamentavam seus filhos por longos períodos, até os 6 anos de idade ou mais. Isso garantia alimento para a criança e também restringia a capacidade da mãe de dar à luz outro filho. A amamentação não impede a concepção, mas seu impacto químico no corpo feminino torna a concepção mais improvável.
Em geral, o ideal era que um casal tivesse de seis a sete filhos ao longo de seu período fértil. Nas sociedades agrícolas, mais da metade dos recém-nascidos morria em um período de dois anos, de modo que o total de seis ou sete filhos garantiria a mão de obra ideal e um número razoável de adultos a serem sustentados – reconhecidamente com uma pequena margem de segurança. (O excedente de crianças podia, entre outras coisas, ser encaminhado para famílias sem filhos, reduzindo as demandas de manutenção doméstica.)
Culto ao corpo feminino
Arqueólogos encontraram estatuetas de Vênus, a deusa do amor, de grupos da Era do Gelo e imediatamente posteriores. Elas tendem a ser bastante passivas e, em geral, desprovidas de rosto – o que suscita todo tipo de pergunta sobre a maneira como essas sociedades viam a sexualidade feminina. São também bastante gordas, e supõe-se que essa obesidade era vista como atributo erótico, porque significava boa saúde e capacidade de ter filhos. As roupas femininas também salientavam aspectos sexuais, exibindo seios ou decotes e, às vezes, com fendas que deixavam à mostra os pelos pubianos. Acredita-se que a ocra datada de 70 mil anos encontrada ao largo da costa da África do Sul seja resquício de batom, usado com o intento de que a boca da mulher ficasse mais parecida com uma vagina, em sinal de disponibilidade sexual.
Sexo nas manifestações artísticas
Entre todas as primeiras civilizações agrícolas, a expressividade sexual parece ter sido particularmente intensa no Egito, onde tanto as representações visuais como os textos literários descreviam uma ampla diversidade de posições sexuais e retratavam cenas de sexo pré-marital, adultério, homossexualismo, masturbação e até mesmo incesto. Os órgãos sexuais masculinos e femininos eram usados como temas artísticos, em meio a uma abertura geral e um tratamento mais franco e espontâneo dos prazeres eróticos. A poesia amorosa podia fazer referência ao poder do orgasmo, como quando, por exemplo, a mulher se regozija com a “virilidade” do homem: “e o amor por ele escorre pelo corpo dela; seu orvalho se espalha por meus braços e pernas”.
Por Juliana Lopes
Fonte: Vila Dois
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