sábado, 24 de agosto de 2013

MEGA POST CRIATURAS LENDÁRIAS PARTE 2




Também ressalto que nessa edição irão aparecer alguns demônios e por favor, não entendam isso como qualquer ligação à religião, o fato de eles estarem dispostos na lista é meramente de cunho informativo, desse modo peço que não se atenham ao tema Religião.
Confira:
175. Succubus

Demônios Succubus são a contrapartida feminina do demônio Incubus. Elas vêm para as camas dos homens humanos durante a noite para seduzí-los em seus sonhos. Dizem ter preferência por homens puros, por isso seus alvos favoritos são os monges. Elas têm que tirar a energia sexual dos homens, a fim de sustentar-se quase como um vampiro que necessita de sangue humano. No passado, elas são geralmente descritas como bastante assustadoras, com asas e uma cauda de serpente. No entanto, os tempos modernos mudaram a sua aparência para parecer uma bela feiticeira de modo a esta poder mais facilmente seduzir os homens para obter a sua energia. Incubus e Sucubus eram apontados com certa normalidade na Idade Média como a causa de muitos males…. o homem que não conseguia realizar o ato sexual – em termos mais populares, “broxava” – alegavam que o Sucubus haviam lhe tirado a energia sexual. Já os Incubus eram culpados pela gravidez repentina feminina. Outra lenda era que a masturbação invocava essas entidades.
174. Pazuzu

Tanto os assírios quanto babilônios conheciam o Rei dos demônios do vento, Pazuzu. Ele representa o vento do sudoeste que trazia  tanto as secas quanto as tempestades. Pazuzu era conhecido por trazer gafanhotos durante a estação chuvosa, em seguida, a fome durante a estação seca. Ele é muitas vezes representado com uma combinação de partes humanas e animais, peças mais comumente com um corpo humano, uma cabeça de leão e dois pares de asas. Na demonologia cristã, Pazuzu é dos responsáveis pelo Inferno. Ele é um dos demônios responsáveis pela possessão de pessoas, como mostra no filme ” O Exorcista”.
173. Berith

Berith é um demônio comumente estudado em demonologia cristã. Ele disse ser o “grande duque do inferno”. Seria supostamente o comandante de 26 legiões de outros demônios. A maioria de seus poderes são por homicídio e blasfêmia contra o Deus cristão. Sua aparência física é geralmente a de um soldado em cima de um cavalo vermelho vestindo roupa vermelha e uma coroa dourada. Ocasionalmente, ele apresenta uma pele avermelha também. Ele pode ser invocado pelos mortais, mas se o ser humano que se apresenta a entidade não estiver usando um anel de prata, o demônio vai torturá-lo até a loucura antes de matá-lo.
172. Pishacha

Pishachas (Devanāgarī पिशाच, IASTPiśāca) são demônios carnivoros, de acordo com a mitologia hindu. Sua origem é obscura,embora muitos acreditem que eles foram criados por Brahma. Outra lenda descreve-os como os filhos de ambos Krodha (a sânscrito raiva significado da palavra) ou de Pisaca filha de Dakṣa . Eles foram descritos para ter uma tez escura, com veias salientes e olhos vermelhos. Acredita-se que têm sua própria língua, que é chamado Paiśāci.
Eles gostam de escuridão e, tradicionalmente, são retratados assombrando crematórios, juntamente com outros demônios como Bhut (significando fantasmas) e Vetālas. A criatura tem o poder de assumir formas diferentes à vontade, e também pode se tornar invisível. Eles se alimentam de energias humanas. Às vezes, eles possuem os seres humanos e alteram seus pensamentos, e as vítimas são atingidas com uma variedade de doenças e anomalias como insanidade. Certos mantras supostamente curam essas pessoas afligidas, e afastam o Pishacha que pode estar possuindo o individuo. A fim de manter o Pishacha longe, homens santos recebem a sua cota de ofertas durante determinadas funções religiosas e festivais.
A origem de Pishacha é desconhecida. É, provavelmente, a personificação da Ignis Fatuus. Uma outra vertente da lenda diz que a demonização vem devido ser ele/eles moradores de tribos indígenas arianas que viviam no Reino Pisaca. Panini, em sua Aṣṭādhyāyi, alega que os Pishachas seriam um “clã guerreiro”. No Mahabharata, o “povo Pisaca” (equivalente ao povo modernos Nuristani) vivem no noroeste da Índia, e eles são descendentes de Prajapati Kasyapa. E há algumas línguas Pisaca no norte da Índia.
171. Abaddon

Abaddon é um demônio da tradição cristã. Ele também pode vir pelo nome de Apollyon em grego que significa “O Destruidor”. Ele é visto no livro bíblico do Apocalipse, escrito por S. João. O original hebraico, Abaddon, literalmente significa “lugar de destruição”, mas nas escrituras cristãs está descrito como uma pessoa individual. Nestas descrições, ele é conhecido como o Rei do Abismo que detém almas perdidas e comandante de uma praga de gafanhotos viscosa. Em todos os outros trabalhos fora da Bíblia cristã, ele é identificado como o anjo da Destruição, o líder do Apocalipse, e um dos chefes dos demônios do submundo que é quase igual ao próprio Satanás.
170. Gogue e Magogue

Gogue e Magogue aparecem no livro de Gênesis, nos livros de Ezequiel, Apocalipse e no Alcorão. São muitas vezes apresentados como o nome de um príncipe, ou de um líder, ou ainda de um povo que habitava em uma região denominada Meseque e Tubal. Eles também aparecem na Mitologia e no Folclore Cristão-Judaíco.
Magogue ou Magog é citado na Tábua das Nações em Gênesis 10:2 como o epônimo antecessor de uma pessoa ou nação: “Os filhos de Jafé são: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras.” Gogue ou Gog é citado como descendente de Rúben (filho mais velho do patriarca Jacó) em 1 Crônicas 5: 3 e 4. Gogue e Magogue aparecem juntos no livro de Ezequiel no capítulo 38, versículos 2 e 3:
2. “Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele.”
3. “E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal.”
No judaísmo
Gogue, o principe, é explicado por Rashi, Radak (David Kimhi) e outros como o rei da nação de Magogue, descendente de Magogue, filho de Jafé, que é filho de Noé. Não há nação particular associada com eles, nem nenhum território particular além do norte de Israel. No livro Antiguidades Judaicas, o historiador judeu, Flávio Josefo identifica Magogue com os [[citas]], nome que era usado na antiguidade para definir um número de pessoas provenientes do norte do Mar Negro. O Talmude e o Midrash também tratam da localização de Magogue, e usa os nomes Gytia e Germânia, identificados por alguns estudiosos como Kerman e Sattagydia, regiões atualmente localizadas no leste do Irã e Baluchistão, que é também chamado de Sakastan, que significa “casa dos citas” ( nome que Flávio Josefo dava aos Magogues).
No cristianismo
Magogue foi o neto de Noé (Gênesis 10:2). Os descendentes de Magogue provém do lado extremo à Israel, provavelmente da Europa e Norte da Ásia (Ezequiel 38:2). Magogue parece ser usado para referir-se aos “bárbaros do norte” em geral, mas pode também ser a conexão de Magogue à uma pessoa. O povo de Magogue é descrito como um povo guerreiro (Ezequiel 38:15; 39:3-9). Gogue e Magogue são descritos em Ezequiel 38-39 e em Apocalipse 20:7-8. Enquanto essas duas instâncias carregam ou sustentam o mesmo nome, um estudo mais claro das escrituras mostra evidentemente que eles não se referem à mesma pessoa ou eventos. Na profecia de Ezequiel, Gogue seria um líder de um grande exército que ataca a terra de Israel. Gogue é descrito como “da terra de Magogue, príncipe de Meseque e Tubal” (Ezequiel 38:2-3). Em Ezequiel, a bathalha de Gogue e Magogue ocorre no período da tribulação. A evidência mais forte nesse conceito é que o ataque pode ter acontecido quando Israel estava em paz (Ezequiel 38:8, 11). De acordo com Ezequiel, essa era uma nação que tinha segurança e pôs a prova suas defesas. Israel está definitivamente sem paz agora, e é inconcebível que a nação possa pôr a prova suas defesas fora de algum evento muito importante. Quando Israel pactuou com a Besta ou Anticristo, em efeito do começo da Profecia das 70 Semanas (também conhecida como 7 anos de tribulação, Daniel 9:27ª), Israel poderia estar em paz. Possivelmente a batalha ocorreria na metade do período de sete anos. De acordo com Ezequiel, Gogue foi derrotado por Deus nas montanhas de Israel. O abate seria tão grande que levaria sete meses para enterrar todos os mortos (Ezequiel 39:11-12). Gogue e Magogue são mencionados novamente em Apocalipse 20:7-8. O uso duplicado dos nomes Gogue e Magogue em Apocalipse é para mostrar que aquelas pessoas demonstraram a mesma rebelião contra Deus e antagonismo para com Ele assim como em Ezequiel 38-39. O livro de Apocalipse usa a profecia de Ezequiel sobre Magogue para mostrar os últimos tempos; o ataque final a nação de Israel (Apocalipse 20:8-9). O resultado final dessa batalha é que tudo será destruído, e Satanás será lançado no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 20:10).
No islamismo
Gogue e Magogue aparecem no Alcorão sura Al-Kahf (A caverna), 18:83-98, como Yajuj e Majuj.
De acordo com a tradição islâmica, Gogue e Magogue são “filhos de Adão”  que podem ser soltos quando uma determinada pessoa retornar a uma cidade que foi destruída – e que não é identificada. Alguns estudiosos acreditam que essa cidade seja Jerusalém. Eles teriam grandes poderes gigantescos e quando liberados poderiam causar a corrupção na sociedade.
Segundo intérpretes dos versículos corânicos, Dhul-Qarnayn (aquele com dois chifres ou duas idades (quem impactou em duas épocas), viajou o mundo em três direções, até que encontrou uma tribo ameaçada por Gogue e Magogue, que eram de uma “natureza má e destrutiva” e“causou grande corrupção sobre a terra”. O povo ofereceu tributo em troca de proteção. Dhul-Qarnayn concordou em ajudá-los, mas se recusou a homenagem. Ele construiu uma grande muralha que as nações hostis eram incapazes de penetrar. Eles vão ficar presos lá até o fim dos dias, e sua saída de lá será um sinal do fim. Esse povo se esconde atrás da muralha impenetravel de Dhul-Qarnayn, pois pensam que Gogue e Magogue ainda estariam nas espreita além das muralhas.
O mais interessante é perceber que teologos sugerem que Dhul-Qarnayn pode ter construído a“muralha” em torno da Terra, o que significaria que o povo que se esconde de Gogue e Magogue somos nós e quando ultrapassarmos a “muralha”, então o fim do mundo estaria próximo. Mistícos sugerem que a tal muralha é o Cinturão de Asteroídes.
169. Fauno

Fauno (do latim Faunus, “favorável” ou também Fatuus, “destino” ou ainda “profeta”) é nome exclusivo da mitologia romana, de onde o mito originou-se, como um rei do Lácio que foi transmutado em deus e, a seguir, sofreu diversas modificações, sincretismo com seres da religião grega ou mesmo da própria romana, causando grande confusão entre mitos variados, ora tão mesclados ao mito original que muitos não lhes distinguem diferenças (como, por exemplo, entre as criaturas chamadas de faunos – em Roma – e os sátiros, gregos).
Assim, para compreender a figura de Fauno, é preciso inicialmente saber que o nome era usado para denominar, essencialmente, três figuras distintas: Fauno, rei mítico do Lácio, deificado pelos romanos, muitas vezes confundido com Pã, com Silvano e/ou com Lupércio (como deus, era imortal); Faunos (no plural, embora possa ser usado no singular, quando individuado o ser) – criaturas que, tal como os sátiros gregos, possuíam um corpo meio humano, meio bode, e que seriam descendentes do rei Fauno (Eram semideuses e, portanto, mortais); ou ainda, Fauno, um marinheiro que, tendo se apaixonado por Safo, obteve de Afrodite beleza e sedução a fim de que pudesse conquistar a poetisa.
Desde a Antiguidade, em muitos festivais de Atenas, a maioria dedicados a Dionísio, diversas tragédias eram representadas antes de uma peça chamada “satírica”, onde os atores, em coro, se fantasiavam de faunos, realizando danças e cantos em flautas, para cortejar o deus.Desde então, a obra satírica foi aproveitada pelo Renascimento e em alguns Classicismos, estando presente em artistas da Europa, e na poesia de Gregório de Mattos.
O mito do fauno fundiu-se com muitas outras culturas e, passando pelos séculos, adquiriu muitas representações artísticas.Na representação da escultura, Praxíteles talvez tenha sido o primeiro a retratar a figura como jovem e bela, conservando seu lado físico humano e obscurecendo seus traços animais.Além de ser trabalhada em obras literárias (notavelmente na poesia), o mito do fauno atravessou os tempos e atingiu também a arte barroca e também a arte renascentista, onde seus artistas o retratavam de formas diferentes.
168. Abarimon

Abarimon é o nome de uma raça que tinha os seus pés virados para trás, mas apesar desta desvantagem eram capazes de correr em grande velocidade, maior que a humana. Eles viviam lado a lado com animais selvagens. Moravam em um grande vale do Monte Imaus ( agora chamado de Montanhas do Himalaia no Paquistão). O ar dessa região tinha uma qualidade especial, porém se fosse respirado por um longo período de tempo seria impossível respirar qualquer outro tipo de ar. Por isso os moradores nunca poderia deixar o vale vivo. Mas parece que um deles veio para cá, para o Brasil, tamanha a semelhança entre essa lenda e a do Curupira.
167. Nefilins

Nefilim, do hebraico que significa “aqueles que cairam do ceu”. Deriva da forma causativa do verbo na·fál ou nefal (fazer cair; cortar), conforme encontrado, por exemplo, na Bíblia em 2 Reis 3:19; 19:7. Traz uma idéia de dividido, falho, queda, perdido, mentiroso. Literalmente “os que fazem os outros cair”. No Dicionário de Strong são chamados de “tiranos”. Em Aramaico Nephila designa a constelação de Orion, que entre os hebreus era o anjo Shemhazai (Semyaza, Samyaza, Semyaze)– conforme relatado no Livro de Enoch.
Na Bíblia esta palavra refere-se aos heróis da antigüidade, que eram homens perversos que viveram na mesma época do relacionamento entre os “Filhos de Deus” e as “filhas dos Homens”. É por isso que foram por muitas vezes considerados como sendo o resultado dessas relações, mas as Escrituras apenas dizem que eles habitavam a terra na mesma época. A maior testemunha disso é Flávio Josefo, que faz uma distinção entre os gigantes e o fruto das relações entre os “Filhos de Deus” e as “filhas dos homens”, quando afirma em sua obra: “… e os grandes da terra, que se haviam casado com as filhas dos descendentes de Caim, produziram uma raça indolente que, pela confiança que depositavam na própria força, se vangloriava de calcar aos pés a justica e imitava os gigantes de que falam os gregos.” (Antiguidades Judaicas).
Aparecem pela primeira vez em Génesis 6 traduzido como Gigantes, na maioria das versões bíblicas.
Foi traduzido para o grego como grigori e para o latim como Gigantes como se pode verificar na Vulgata.
Os Nefilins são chamados filhos dos “filhos de Deus”. Na tradução Almeida (ALA),”filhos de Deus” se refere aos descendentes de Sete, como podemos ver em Deuteronômio 14,1 e Oséias 1,10. Nessa mesma tradução o hebraico nefilím é vertido por “gigantes”. Os Nefilins são descritos como “os poderosos [em hebr. hag gibborím] da Antiguidade” e os “homens de fama [ou "heróis"]“. Segundo o relato de Gênesis 6,2, os filhos de Deus [ou descendentes de Sete] tiveram filhos com as filhas dos homens [ou descendentes de Caim]. Esse acontecimento era completamente contrário ao Propósito Divino.
Diz a narrativa que Deus teria decretado um dilúvio, após a ocorrência do mesmo toda aquela sociedade humana seria destruída e o homem passaria a viver, no máximo, um período de 120 anos. Naquele momento, Deus se “arrependeu de ter criado a humanidade”, somente Noé e sua família, tinha aprovação de Deus. (6:3,5-11) O relato termina com dilúvio bíblico a eliminar toda aquela sociedade humana juntamente com os Nefilins, os filhos dos filhos de Deus. Por fim, recomeça uma nova humanidade e Deus renova o Seu Propósito para com a humanidade. (1:28-30; 9:1-17) Segundo a tradição judaico-cristã, os genitores dos Nefilins terão desmaterializado-se, tornando-se novamente seres espirituais. São identificados ao longo da Bíblia “anjos decaídos”, “espíritos impuros” ou “demônios”, os quais diferem dos nephilins por referirem-se aos chamados vigilantes, uma espécie inferior de ‘anjos’ (segundo o Livro de Enoch), sendo tais os anjos que copularam com as filhas dos homens e engendraram esta raça híbrida.
166. Sereia

Sereia é um ser mitológico, parte mulher e parte peixe (ou pássaro, segundo vários escritores e poetas antigos). É provável que o mito tenha tido origem em relatos da existência de animais com características próximas daquela que, mais tarde foram classificados como sirénios.
Filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore, tal como as harpias, habitavam os rochedos entre a ilha de Capri e a costa da Itália. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para esses colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu, personagem da Odisséia de Homero, conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se. As sereias representam na cultura contemporânea o sexo e a sensualidade.
Na Grécia Antiga, porém, os seres que atacaram Odisseu eram na verdade, retratados como sendo sereias, mulheres que ofenderam a deusa Afrodite e foram viver numa ilha isolada. Se assemelham às harpias, mas possuem penas negras, uma linda voz e uma beleza única. Na mesma Grécia foi aonde a lenda derivou deixando as sereias de serem amaldiçoadas para virar descendentes de Posseidon, ganhando sua metade peixe ao invés das penas de pássaro.
165. Banshee

Na Irlanda se acredita que aqueles que possuem o dom da música e do canto, são protegidos pelos espíritos da vida ou da morte.
O Espírito da Vida, profético, cujas pessoas são chamadas “fey” e têm o dom da Visão; o outro, o Espírito da Maldição que revela os segredos da má sorte e da morte, e para essa trágica mensageira o nome é Banshee.
As Banshee provêm da família das fadas, e é a forma mais obscura delas. Quando alguém avistava uma Banshee sabia logo que seu fim estava próximo. Os dias restantes de sua vida podiam ser contados pelos gritos da Banshee, cada grito era um dia de vida e, se apenas um grito fosse ouvido, naquela mesma noite estaria morto.
Tradicionalmente, quando uma pessoa de uma aldeia irlandesa morria, uma mulher era designada para chorar no funeral. Nós usamos a palavra carpideira. Mas, as banshees só podiam lamentar para as cinco maiores famílias irlandesas: os O’Neills, os O’Briens, os O’Connors, os O’Gradys e os Klatte’s no caso, uma fada era responsável por cada família. Seria o choro da mulher-fada. Essas mulheres-fadas apareceriam sempre após a morte para chorar no funeral. Conta a lenda que quando um membro de uma dessas famílias morria longe de sua terra, o som da banshee gemendo seria o primeiro aviso da morte.
Também se diz que essas mulheres, seriam fantasmas, talvez o espírito feminino assassinado ou que morreu ao nascer.
Sejam quais forem suas origens, as banshees aparecem principalmente sob um dos três disfarces: uma jovem, uma mulher ou uma pessoa esfarrapada. Isso representa o aspecto tríplice da deusa Celta da guerra e da morte, chamada Badhbh, Macha e Mor-Rioghain. Ela normalmente usa uma capa com capuz cinza, ou uma roupa esvoaçante ou uma mortalha. Mas também pode surgir como uma lavadeira, e é vista lavando roupas sujas de sangue daqueles que irão morrer. Nesse disfarce ela é conhecida como bean-nighe (a lavadeira). Segundo a mitologia celta, também pode aparecer em forma de uma jovem e bela mulher, ou mesmo de uma velha repugnante. Qualquer que seja a forma, porém, sua face é sempre muito pálida como a morte, e seus cabelos por vezes são negros como a noite ou ruivos como o sol.
O gemido da Banshee é um som especialmente triste que parece o som melancólico do uivo do vento e tem o tom da voz humana além de ser ouvido a grande distância. Embora nem sempre seja vista, seu gemido é ouvido, usualmente a noite quando alguém está prestes a morrer. Em 1437, se aproximou do rei James I da Escócia, uma vidente ou banshee que profetizou o assassinato do rei por instigação do Conde de Atholl. Esse é um exemplo de banshee em forma humana.
 Existem muitos registros de diversas banshees que atendiam às grandes casas da Irlanda e às cortes dos reis locais. Em algumas partes de Leinster, se referem a elas como bean chaointe (carpideira) cujo lamento podia ser tão agudo que quebrava os vidros.
As banshees pertence exclusivamente ao povo Celta. Ela jamais será ouvida a anunciar a morte de qualquer membro de outras etnias que compõem a população irlandesa. E também pode aparecer de várias outras formas, como um corvo, um arminho, uma lebre ou uma doninha – animais associados, na Irlanda à bruxaria.
164. Abatwa

Na mitologia Zulu, Abatwa são minúsculos seres humanos seriam capazes de se esconder debaixo de folhas de grama e usarem formigas como montaria. Dizem que vivem uma vida nômade. Conta a lenda que esta criatura é extremamente sensível sobre seu tamanho, e ao se deparar com uma, você nunca deverá ofender o seu orgulho pois nesse caso o Abatwa vai tentar matá-lo com flechas envenenadas. Pisar num Abatwa, mesmo sem querer, também é uma sentença de morte (os baixinhos são foda… quer dizer, os desprovido de estatura). Se uma grávida em seu sétimo mês de gravidez, vê um Abatwa do sexo masculino, é dito que ela dará nascimento a um menino.
163. Duende

Duendes são personagens da mitologia europeia semelhantes a Fadas e Goblins. Embora suas características variem um pouco pela Espanha e América Latina, são análogos aos Brownies escoceses, aos Nisse dinamarqueses-noruegueses, ao francês nain rouge, aos irlandeses clurichaun, Leprechauns e Far Darrig, aos manx fenodyree e Mooinjer Veggey, ao galês tylwyth teg, ao sueco Tomte e aos trasgos galego-portugueses.
Usado por Federico García Lorca o termo parece situá-los mais próximos da categoria das fadas. A palavra é usualmente considerada equivalente à palavra inglesa “Sprite”, ou à palavra japonesa Youkai, e é usada indiscriminadamente como um termo guarda-chuva para abrigar todas as criaturas semelhantes como Goblins, Duendes (do inglês Pixies), Elfos, Gnomos, etc.
Alguns mitos dizem que Duendes tomam conta de um pote de ouro no final do arco-íris. Entretanto, se for capturado, o duende pode comprar sua liberdade com esse ouro. Outras lendas dizem que para enganar os homens, ele fabrica uma substância parecida com ouro, que desaparece algum tempo depois. Neste caso são chamados Leprechauns. Na mitologia irlandesa os Leprechauns têm mais ou menos 30 cm e atendem a desejos. Na mitologia portuguesa, o Fradinho da mão furada, e o Zanganito são seres encantados, uma espécie de duendes caseiros.
162. Ciclopes

Os ciclopes eram, na mitologia grega, gigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus. Os ciclopes podem ser divididos em dois grupos de acordo com o tempo de existência: os ciclopes antigos (ou primeira geração) e os ciclopes jovens (nova geração). Eles aparecem em muitos mitos da Grécia, porém com uma origem bastante controversa. De acordo com sua origem, esses seres são organizados em três diferentes espécies: os urânios, filhos de Urano e Gaia, os sicilianos, filhos do deus dos mares Poseidon, e os construtores, que provêm do território da Lícia.
161. Orcs

Orc ou Ork (termo vindo do latim Orcus, um dos títulos de Plutão, o senhor do mundo dos mortos), aparece nas línguas germânicas e nos contos de fantasia medieval como uma criatura deformada e forte, que combate contra as forças “do bem”. Este conceito foi popularizado no romance de Tolkien, O Hobbit e O Senhor dos Anéis, e virou recorrente em jogos de RPG de mesa ou RPG eletrônico, como World of Warcraft e Ragnarok Online.
Orcs são seres de peles enrugadas e reptilescas com uma tonalidade que vai do verde musgo ao marrom escuro. Maus de natureza são seres bárbaros de notável força e igual crueldade, sendo hostis a qualquer criatura que os pareça mais fraca.
A maioria das sociedades Orcs são de formação semelhante ao militarismo, tendo um grande general (Normalmente o mais forte ou corajoso do bando) que comanda seus recrutas (Orcs jovens e fracos demais para assumir uma boa posição) com a ajuda de capitães ( Ors fortes e experientes, porém não corajosos o suficiente para derrubar o general). Algumas sociedades seguem um caminho mais espiritual. Seus líderes são os xamãs, sendo o líder geralmente o mais sabio (por isso, o mais velho, em alguns casos).
Apesar de serem criaturas selvagens têm uma ótima noção de táticas de guerra, venenos, trilhas e clima e caça, o que os leva a serem ótimos guerreiros normalmente contratados por reis inescrupulosos que querem uma vitória a qualquer custo. Muitos de sua raça se tornam mercenários e vão andar pelo mundo oferecendo seus serviços a qualquer um que pague algumas moedas.
Em períodos de guerra Orcs costumam capturar as prisioneiras de guerra para violenta-las sexualmente, gerando assim uma raça mestiça e impura de seres grandes e musculosos, parecidos a um ser humano porém grotescos e brutos. São os meio-orcs, uma curiosa raça que apesar de herdar os dotes físicos de seus pais não herdam necessariamente o espírito vil dos mesmos, logo podem tornar-se heróis notáveis, apesar da maioria acabar sendo hostilizada pela aparência.
160. Kapre

Kapre é uma criatura mítica filipina que poderia ser caracterizada como um demônio-árvore, mas com mais características humanas do que demoniacas. É descrito como sendo um homem cabeludo, pardo, alto (7 a 9 pés), com uma barba. Kapres são descritos normalmente fumando um grande cachimbo de tabaco, cujo cheiro forte atrairia a atenção humana.
O termo kapre vem do árabe “kaffir”, significando um não-crente no Islã. Os árabes primitivos e os mouros o usavam para se referir aos dravidianos não-muçulmanos que tinham pele escura. O termo foi mais tarde trazido para as Filipinas pelos espanhóis que tiveram contato anterior com os mouros. Alguns historiadores especulam que a lenda foi propagada pelos espanhóis para prevenir os filipinos de auxiliar qualquer escravo africano fugitivo. Dos Kapres diz-se que residiam em grandes árvores como acácias, mangueiras, bambus e figueira-de-bengala (conhecida nas Filipinas como balete). É geralmente também visto sentado sob aquelas árvores. Falam as suas lendas que usa uma tanga indígena das Filipinas do Norte conhecida como bahag, e de acordo com alguns, frequentemente usa um cinto que dá ao kapre a habilidade de ficar invisível aos humanos. Em algumas versões, o Kapre supostamente segura uma pedra mágica branca, um tamanho um pouco menor do que um ovo de codorna. Acontecendo de alguma pessoa obter esta pedra, o Kapre concederia desejos.
Também é dito pregar peças nas pessoas fazendo os viajantes tornarem-se desorientados e perder seu caminho nas montanhas ou nos bosques. Acredita-se que tenham a habilidade de confundir as pessoas mesmo em seus arredores familiares; por exemplo, alguém que esquece que está em seu próprio jardim ou lar é dito ter sido enganado por um Kapre. Relatos de experimentar os encantamentos de um Kapre incluem o de testemunhar ramos de árvore farfalhando, mesmo se o vento não está forte. Alguns exemplos mais seriam escutar risadas altas vindo de um ser não-visto, testemunhar muita fumaça a partir do topo de uma árvore, ver olhos ardentes grandes -durante o horário noturno- vindos de uma árvore, tão bem quanto ver de verdade um Kapre andando em áreas de floresta. Filipinos relatam que pirilampos abundantes em áreas de bosques são as brasas do cachimbo de tabaco iluminado do Kapre.
159. Fenrir

Fenris, Fenrir, ou ainda Fenrisulfr, é um lobo monstruoso da mitologia nórdica. Filho de Loki (filho de criação de Odin) com a giganta Angrboda, tem como irmãos Jormungand (a serpente de Midgard) e Hel (a Morte).
Acorrentado pelos deuses até o advento do Ragnarok (O Destino Final dos Deuses), Fenrir se solta e causa grande devastação, antes de devorar o próprio Odin (O Supremo deus Guerreiro), sendo morto, posteriormente, pelo filho do grande deus, Vidar, que enfiará uma faca em seu coração (ou rasgará seus peitos até o maxilar, de acordo com um diferente autor).
A fonte mais importante de informação sobre Fenrir aparece na seção de Gylfaginning no édico de Snorri Sturluson, embora haja outros, freqüentemente contraditórios. Por exemplo, em Lokasenna, Loki ameaça Thor com a destruição por Fenrir durante o Ragnarök, uma vez que Fenrir pode destruir Odin.
Fenrir tem dois filhos, Hati (“Odioso”) e Skoll. Os dois filhos perseguem os cavalos Árvakr e Alsviðr, que conduzem a carruagem que contém o sol. Hati também persegue Mani, a lua. Deve-se notar que Skoll, em determinadas circunstâncias, é usado como um heiti (palavra que descreve uma espécie de kenning, frase poética que é utilizada substituíndo o nome usual de um personagem ou de uma coisa) referenciando, indiretamente, ao pai (Fenrir) e não ao filho (esta ambigüidade também existe no outro sentido. Por exemplo, no poema épico Vafthruthnismal, existe uma confusão na estrofe 46, onde a Fenrir é dado os atributos do perseguidor do sol, o que na verdade seria seu filho Skoll).
A partir da “A profecia dos Völva” ou “A profecia de Sybil”,(Völuspá) e de sua luta com Vafthruthnir (também relatado no Vafthruthnismal ), Odin percebe que as crianças de Loki e de Angrboda trariam problemas aos deuses. Logo, o poderoso deus traz a sua presença o lobo Fenrir, junto com seu irmão Jormungand e sua irmã, Hela. Após lançar Jörmungandr nas profundezas do mar e enviar Hel para baixo, na terra dos mortos (Niflheim), Odin mandou que o lobo fosse levado pelos Æsir.
No entanto, somente o deus Týr era audaz o bastante para alimentar o monstro crescente. Os deuses temiam pela força crescente do lobo e pelas profecias de que o lobo seria sua destruição. Duas vezes, Fenrir concordou em ser acorrentado e, pelas duas vezes, ele estourou facilmente os elos que o prendiam. A primeira corrente, feita do ferro, foi chamada Loeðingr. A segunda, também de ferro, mas duas vezes mais forte, foi chamada Drómi. Finalmente, Odin pediu ajuda aos anões, e eles fizeram um grilhão chamado Gleipnir, era macio como a seda e foi feito com ingredientes muito especiais.
Os deuses então, levaram Fenris-lobo para uma ilha deserta e o desafiaram a quebrar Gleipnir. Percebendo a armadilha, o lobo concorda, mas com a condição de que um dos deuses pusesse a mão em sua boca, como sinal de “boa fé”.
Assim, o bravo Tyr enfiou a mão direita entre as mandibulas do terrível monstro. Eles amarraram o lobo com os grilhões macios, mas, dessa vez, quanto mais Fenris-lobo puxava, mais Gleipnir apertava-se em seu pescoço. Furioso, ele fechou vigorosamente suas enormes mandíbulas e decepou a mão do deus.
Tyr ainda teve a oportunidade de se vingar colocando uma espada na boca do lobo para que ele não fizesse tanto barulho.
Mesmo sabendo que chegaria um dia em que Fenrir se libertaria e traria morte e destruição a todos eles, os deuses não o mataram. “O que tem de ser, será”, disseram.
158. Ogro

O ogro é um gigante mitológico, que em algumas versões se alimentava de carne humana. Sua origem controversa, provavelmente uma alteração do latim Orcus, ‘divindade infernal’, ou do alemão antigo Ögr, “feio” ou “muito desajeitado”.
Na mitologia, diz-se de um monstro que habita florestas isoladas e lúgubres. Na literatura infantil, um ogro famoso é o do conto de fadas O Pequeno Polegar.
Essas criaturas possuem um cérebro reduzido, o que justifica seus atos de insanidade, falta de competência e sua capacidade mental reduzida.
167. Dziwozoana ou Mamuna

Dziwozoana ou Mamuna são demônios do pântano do sexo feminino da mitologia eslava conhecido por ser malicioso e perigoso. Conta a lenda que esses demônios eram parteiras, solteironas, mães solteiras, mulheres grávidas que morrem antes do parto, bem como as crianças abandonadas, que morreram de alguma forma e levaram uma grande angústia consigo. Às vezes eles sequestram homens jovens para serem seus maridos. O Dziwozona tinha seios enormes que eles usava para atacar e assassinar.
166. Pé-Grande
O Pé-grande (em inglês: BigfootOu Caiola; ou Sasquatch – termo derivado do halkomelem – um idioma do grupo linguístico salishan, natural do sudoeste da Columbia Britânica) é descrito como uma criatura mitologica/criptozoologica (dependendo do que você acredita) na forma de um grande macaco que vive nas regiões selvagens e remotas dos Estados Unidos e Canadá. Reivindica-se que seria um animal aparentado do Iéti tibetano (o “Abominável Homem das Neves”) embora haja divergências, sendo que alguns acreditam ser espécies diferentes.
Em 2007 foi organizada uma expedição em busca de provas ou até mesmo do próprio pé-grande. Mas nada foi encontrado.
Em 15 de agosto de 2008, dois caçadores norte-americanos, John Mcloving e Mathias Rocha Conrad, foram à mídia dizendo terem em suas mãos o corpo congelado do famoso Bigfoot. Porém, após a análise do “corpo”, foi descoberto que o suposto cadáver do monstro não passava de uma fantasia de macaco congelado. Em defesa, os dois caçadores disseram terem sido enganados e comprado o corpo de dois outros caçadores por um preço “inacreditavelmente baixo”, mas decidiram levar a farsa a diante.
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